Trocando Ideia: Di Ferrero fala sobre seus últimos trabalhos com Iza, Thiaguinho, Gee Rocha, pandemia e o que está por vir; Confira aqui!

31. agosto 2020 19:00 | Texto por Ricardo Nobrega

Di Ferrero que agora segue em sua carreira solo, não descansou durante a pandemia, com vários projetos, lançamentos e Live, o cantor vem trabalhando e inovando cada vez mais. Di sentiu na pele a doença, pois foi infectado pelo Coronavírus, mas isso só deu mais força para ele, que bateu um papo super legal com o nosso comigo, e contou sobre sua parceria com Iza, Thiaguinho, no projeto "Di Boa Sessions", sua carreira no NX Zero, além de falar um pouco da sua vida pessoal. Claro que você pode conferir tudinho o que está rolando na carreira dele e a entrevista logo abaixo, confira!

Vamos começar falando de "Desculpa", que foi o primeiro passo para o projeto Di Boa, composta por Di Ferrero em parceria com Pablo Bispo, Ruxell, Sérgio Santos e Ender Thomas, é uma deliciosa balada romântica, com elementos do pop rock, que reforçam essa nova fase dele. O single também ganhou um apaixonado e divertido clipe com a participação especial da lindíssima Isabeli Fontana, esposa de Di.

Assista ao clipe de "Desculpa" aqui:

Com uma atmosfera da década de 60, o clipe conta a história de um namorado ausente, interpretado por Di Ferrero, que ignora a amada, vivida por Isabeli Fontana. Arrependido, o personagem tenta se redimir, mas a namorada não facilita, criando cenas cômicas.

"Particularmente é um dos meus clipes e música preferida, consigo sentir toda a vibe do momento e emoção que o artista quis passar, além de ser leve e divertido." comenta o cantor.

Di comentou a parceria com Iza em nossa entrevista, "Onde A Gente Chegou" é o nome do projeto que veio acompanhado de um delicado clipe sob direção de Felipe Sassi, e com uma estética floral, que casa perfeitamente com o pop romântico da música. Dá para perceber o cuidado da produção em cada detalhe, do som, letra e clipe, além da sintonia das vozes deles juntos. 

Confira o clipe aqui:

"Gravar o clipe foi um presente, o Di é meu irmão, uma das pessoas mais generosas e incríveis que eu já conheci. Fico muito feliz da gente se sentir praticamente da mesma família e foi muito especial fazer isso. A gente fez isso com toda segurança do mundo. Mesmo se não tivesse na pandemia isso seria um jeito lindo de gravar o clipe, parece que a gente está junto de qualquer forma. Espero muito que todo mundo goste do resultado, porque pra mim já é um dos clipes mais especiais que já fiz", conta IZA.

O "Di Boa Sessions I", foi o primeiro dos quatro EP's que ainda estão por vir, esse projeto ganhou a participação especial de Thiaguinho, seu  amigo de anos que fez durante a estrada e estava esperando o momento certo para uma parceria, e parece que foi o momento certo, onde Di dividi os vocais nas duas faixas, as versões de "Ligação" e "No Mesmo Lugar", em uma sintonia que só amigos de verdade poderiam ter.

Di Ferrero também disponibilizou o vídeo de "No Mesmo Lugar", que mostra os bastidores da gravação, que aconteceram no final do ano passado. O curta traz Di e Thiaguinho em momentos descontraídos dentro do estúdio. Confira abaixo:

Assista "No Mesmo Lugar" ft. Thiaguinho, aqui:

Confira a entrevista completa abaixo:

HCNOAR: Sinto que sua energia após ter ficado doente veio com tanto gás, pois muita música tem saído. Como surgiu a ideia de "Vai Passar"?

Di Ferrero: Muito louco, transformar algo muito ruim para as pessoas e que eu fiquei muito ruim e depois rouco por duas semanas e parece pouco, mas canto todos os dias, que fiquei feliz tanto de poder cantar e a gente não tá no controle de nada. Tudo isso que aconteceu comigo me deu um gás, mesmo depois do primeiro momento da quarenta que foi complicado. Deixando um lugar de sentimentos e pondo para fora.

Hcnoar: "Di Boa Sessions" veio com uma vibe incrível na sua live, com músicas que você gosta, além do repertório da carreira solo e do Nx. Como foi a escolha desses sons mais pessoais?

Di Ferrero: O "Di Boa" antes da pandemia, era já para ser uma festa também, era pra fazer o que eu fiz na Live nos shows. Confraternizar com outros artistas, onde a gente não teria nenhum compromisso de tocar um repertório próprio, era para tocar o que eu gosto, da época de moleque, essa é a ideia. Isso se transformou em EP agora, mas esse é o conceito, o "Di Boa" é leve, e a live foi mais ou menos isso, eu chamei algumas pessoas para cantarem , tipo o Dinho, o Lucas do Fresno, o Gee, emfim, pessoas para cantarem músicas que eu gosto e outros sons. Quero fazer uma festa mesmo, diferente do que as pessoas estão acostumadas a ver, simplesmente pelo fato de estar curtindo ali, leve e bem de boa. E o EP é com pessoas que eu  tenho uma afinidade, como é uma confraternização, eu vou pro estúdio e falo "He ai o que a gente vai fazer?" e foi o que rolou com Thiaguinho e com o Victor Kley, consegui regravar já com o Gee que vai sair semana que vem. 

Confira os bastidores aqui

HCNOAR: O Lucas da Fresno, participou da live, podemos esperar outras participações com essa galera dessa era do rock nacional e mesmo indo mais para o pop, o rock está sempre com você e o que mais você leva dessa fase de banda que traz para a sua vida até hoje?

Di Ferrero: Eu acho que dessa fase que eu estava crescendo, eu levo mais que um estilo musical, eu acho que eu levo a atitude mesmo de fazer as coisas, de meter a cara, de não ter receio do que os outros vão falar, esse é o verdadeiro conceito do rock, não é só tocar. O grande lance do rock in roll é ser você em todos lugares e não ser sempre igual, acho que essa é a vibe de misturar o som. Sem perder a essência, não querer ser outra coisa para dar certo, ser você de verdade. É o que eu levo até hoje, foi o que me fez dar certo com o NX, é o que eu acho que faz as pessoas ouvirem o meu som, com a minha letra, a minha composição, com o meu rolê. Aprendi isso lá atrás com a banda e levo isso até hoje.

HCNOAR: O som "No Mesmo Lugar" com Thiaguinho, é uma vibe romântica, você é um cara romântico e em quem mais você pensa para outras participações?

Di Ferrero: Eu tenho sim um lado de falar de amor, de sentimento, não só de amor, mas de vários outros sentimentos que é tudo muito complexo, ainda mais eu sendo geminiano, então eu vou escrevendo e vou pondo para fora. E sobre o EP e outras participações, eu estou terminando uma gravação aqui em casa, eu sempre fui lá no estúdio e gravei, agora estou apanhando aqui em casa hahaha, mas é bom que a gente sempre vai aprendendo algo novo, enfim, eu to gravando a distância e tem uma participação que falta, mas eu estou vendo como vou fazer o lance dos clipes, quem sabe em um ambiente controlado que dê pra gente se encontrar, que é o que eu acho que vai acontecer, mas vamos ver!

HCNOAR: Iza é uma das rainhas do pop nacional, mas como chega em um nome para uma música que você compôs a música essa e "Desculpa" em parceria com um grande compositor Pablo Bispo, é uma pira nova ou vem faz tempo que vem escrevendo?

Di Ferrero: É uma parada musical, e bate muito assim, eu preciso admirar a pessoa e ter afinidade com ela e a Iza eu tenho muito isso por vários motivos. Primeiro que no meu primeiro show solo que foi no Planeta Atlântida, eu estava muito nervoso e eu chamei a Iza para participar ela foi, chegou antes e ela também tinha show no dia e me deu uma puta força, nossa vibe sempre bateu e rolou um suporte e ela tem um coração gigante e eu me identifico com ela de várias maneiras. Entõ eu sempre tive que uma hora a gente ia fazer um som, quando eu fiz a "Onde a Gente Chegou" eu falei " Cara, essa segunda parte aqui vai ser da Iza." Ela ouviu a música, se emocionou e me ligou e falou "Essa música é minha!" e a coisa foi fluindo, era para ser mesmo. Depois com o clipe então nem se fala! 

HCNOAR: O clipe de "Desculpa" é fantástico, como chegaram no conceito de entrar nessa vibe dos anos 60 com o som New Vintage?

Di Ferrero: Tem muito a ver com a nossa época lá atras também, tem muita coisa do tipo. ele tem um rolê que eu gosto muito que é o rock lá de trás do começo,até a jovem guarda e o clipe foi gravado em uma salinha, o diretor foi muito foda, que é o Jõao Monteiro, é o mesmo de "Verdinha" da Ludmilla e eu achei sensacional, ele é incrível. E ele conhece bem o rolê, e eu curto isso bastante porque ele sabe de onde eu vim, então ele sabe aonde eu quero chegar sem perder a essência, então foi essa a ideia. Eu estou fazendo muita música nessa linha, então eu acho que essa é só a primeira, tem várias outras. 

HCNOAR: Finalizando, você é padrasto de dois adolescentes da geração Z, toda conectada e você começou ver a mudança de comportamento e tecnologia em nossa geração, o que você acha que mais pode passar e aprender com eles?

Di Ferrero: Eu posso falara para eles como era, mas é muito difícil deles entenderem ahaha. Mas talvez seja mais fácil de eu entender mergulhando no mundo deles, mas eles fazem várias coisas ao mesmo tempo, então uma coisa que eu gosto de falar para eles é de conseguir estar presente fazendo uma coisa só e como essa coisa vai ser potencializada, ao invés de fazer várias coisas ao mesmo tempo, tipo ouvir um som, ver um filme ou ler. Eu aprendo muito com eles, o Zion que é o mais velho, o menino é uma enciclopédia, ele sempre me traz sons novos, coisa dos anos 70 e o Lucas que é o mais novo joga Minecraft, eu jogo com ele, então eu tento entrar no mundo deles, ele é gamer, tem um canal que grava vídeo jogando, chama "Homem do Trompete" o canal dele. Enfim, ás vezes eu sou o pai, ás vezes eu sou o padrasto, sou o amigo, tem o lance de ser menos sério, eu posso conversar e entrar dentro da vibe deles e eles no meu mundo também. 

HCNOAR: No documentário de Sandy e Junior, a Sandy dá um depoimento de que na época, antes do hiato eles eram muito grandes, mas com muito tempo em carreira solo ela perdeu um pouco a noção de quem eles eram, você acha que para você bate essa vibe também, com tudo o que vocês foram com NX e agora já passou um tempo, rola esse sentimento, do que passou e você se distanciou? 

Di Ferrero: Não, eu acho que é ao contrário para mim. Eu começo a perceber e pensar "Que da hora, olha só que legal a história", mas eu estou gostando muito do que eu estou vivendo agora, toda essa minha liberdade artística e tudo o que está acontecendo comigo, o meu crescimento, eu não sou desse tipo apegado, eu acho  muito incrível tudo o que passou. Eu amo a Sandy, inclusive na minha live ela fez uma puta propaganda, eu mudei o meu horário por causa dela e eu avisei ela que ia fazer isso, e ela "Oh, agora tem a live do Di" e ela foi incrível. O meu baterista, o Marinho, ele é primo da Sandy e do Junior, e eu tenho muito carinho por todos, eu sou vegetariano hoje porque o Junior me ajudou muito lá no começo, e eu amo eles. Mas com eles foi bem diferente do que eu passei, é outro estilo, eles começaram criança então eu entendo o que ela está falando, eu penso "que foda tudo o que eu vivi, mas olha o tanto de coisa que ainda dá para fazer"

Ainda tem mais coisa par ser lançada e nas próximas semanas Di Ferrero segue com o projeto Di Boa, que trará uma sequência de lançamentos, com músicas inéditas, regravações e mais participações especiais.

Recentemente rolouo o terceiro EP do projeto “Di Boa Sessions III”, com a participação de Vitor Kley, que chega em todas as plataformas digitais, com novas versões das canções “Hoje o céu abriu” e “Farol”. Ouça e baixe aqui: https://umusicbrazil.lnk.to/DiBoasSessionsVKPR . A regravação de “Hoje o céu abriu” também ganha vídeo, que mostra Di e Vitor em uma perfeita sintonia no estúdio.

Assista agora: 

Colaboração: Thais Coronardo

 

Parcerias:

Samsung Brasil, que cedeu o smartphone Galaxy S10+ e os fones Buds+ para a realização da entrevista por ligação. 

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