Review: Rocketman é uma aula de como fazer uma biografia respeitosa.

28. maio 2019 00:00 | Texto por Lucca Magro

A Paramont Studios fez uma jogada arriscada: Comprar os direitos para uma adaptação cinematográfica da biográfica do astro mais excêntrico da história da música: Sir Elton Hercules John. Entre trancos e barrancos, o filme realizado por Dexter Fletcher buscou seus braços num musical estilizado e pouco convencional. Mas calma, estamos falando de Elton John ou Reginald Dwight? Antes de tudo, a briga entre essas duas personagens fica aparente o filme inteiro, mas ai que está: As duas são a mesma e única pessoa, a pessoa que Elton quer descobrir, mas vamos aos poucos.

O filme começa quebrando um padrão convencional em obras do gênero, mostrando Elton em seu máximo de glamour pronto para arrasar num show... Entrando numa clínica de reabilitação! Sendo assim, o filme é narrado completamente do ponto de vista do futuro do cantor, mas errou feio se pensou que o filme é completamente voltado em flashbacks retos de shows e turnês como foram todos os filmes do gênero, aqui temos um verdadeiro e inspirado musical, encaixando genialmente cada música do cantor em sequências da história, fazendo elas se tornarem elemento chave na trama que reinventa o significado de cada letra. Um ponto de destaque é toda a família de Elton. Bryce Dallas Howard mostra mais de seu poder de atuação em frases e tiradas de cair o queixo "Você vai viver sozinho".  

Mas antes de Elton se tornar... Elton, ele foi o pequeno menino/adolescente Reginald Dwight, tendo um talento desgramado e que queria apenas atenção, nessa tarefa, o jovem Sebastian Rich canta e dança como um anjo, um verdadeiro prodígio (produção, anota o nome aí porque vem Oscar). Pois falando em Oscar, temos aqui uma atuação de cair os pelos do corpo do senhor Taron Egerton, que simplesmente destrói no papel com carisma, apresentação e voz, o menino é tão bom que ele carrega o filme com a palma da mão, nas costas e segurando uma bigorna na outra, e com certeza, ele estava se divertindo MUITO fazendo esse papel, pois parecia completamente confortável em cada uma das cenas, brilhando como um verdadeiro foguete.  

Um belíssimo acerto, contudo, foi a decisão explícita de que John é gay sem travas na língua. O cantor é gay, ponto e acabou, se não gostam disso não tem porque ver o filme, pois se prepare pra ver cenas que mostram relações íntimas entre homens, o que acrescenta sim no desenvolvimento da trama que escorre como um copo da vodka mais cara do mercado dando nó no estomago: Te deixa feliz, tonto, mal, triste, de ressaca e feliz de novo! Caramba, até que isso ficou bom! 

Por fim, a trilha sonora é encaixada de maneira pontual e usada como artifício da trama, mas o final com I’m Still Standing foi uma tirada de carta da manga tão sensacional que dá vontade de ver e rever e rever e rever. Rocketman é nada mais que um musical de superação, com uma mensagem poderosa e direção criativa, uma verdadeira aula de como fazer um filme biográfico de um músico sem apelar para fan-services e com começo, meio e fim. Redondinho que nem bola de tênis. 

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