Manaia, tem uma música empoderada que mexe com sua alma. Veja o papo!

21. março 2019 20:06 | Texto por Ricardo Nobrega

Você sabe que adoramos arrumar novos talentos e trazer a tona e se você ouvir a linda MANAIA, cantora, compositora e multi-instrumentista carioca, se mostra nua e crua em seu álbum de estreia, “Na Borda”, com nove composições inéditas.  Ela que traz o girl power de maneira peculiar pois sabe se delicada e ao mesmo intensa e suas canções trazem reflexão e muito aquele toque na alba sabe mores.

A cantora fala com os valores joviais e por isso que está aqui pois seu som traz emoções, expectativas da vida e claro como vamos de A a Z na vida atual.  Com um estilo vocal intrigante e voz especialmente sedutora, ela apresenta suas composições emocionais – a maioria com forte pegada pop rock – e personalidade forte, encontrando abrigo no significado de seu nome artístico, Manaia, um anjo-guardião ancestral, que equilibra o céu (espiritualidade), a terra (o ser) e o mar (as emoções), achei chic demais essa definição viu. 

 

O álbum independente “Na Borda”  está rodando via distribuidora digital Altafonte e direção e produção artística da Uno Criativo. O disco traz uma pequena amostra do universo quase confessional de Manaia, com canções guardadas em seus cadernos e gravadores nos últimos anos. Compositora compulsiva – ela tem mais de 300 músicas -, Manaia brinca que não foi à toa que nasceu no Dia Nacional da Poesia (14/03, dia que mudou para outubro a partir de 2015) e, neste primeiro álbum, ela reúne letras e algumas influências musicais fortes para quem acaba de entrar na casa dos 30 anos, como Pink, Linkin Park, Coldplay, Amy Winehouse, Pitty, Sandy, Maroon 5, Johnny Mercer, Lady Gaga, Adele, Florence & The Machine, Etta James, entre outros. “Sou bastante eclética nos meus gostos musicais”, diz.

Fada sensata traz fortemente o tema: a depressão. Há alguns anos, a cantora foi diagnosticada com a síndrome de Borderline, um transtorno que leva a pessoa a altos e baixos emocionais e forte depressão. E foi através da música que ela enfrentou e superou a doença. “A música é tudo para mim. Aprendi a me reconhecer, a me entender, resolvo qualquer sentimento através dela”, conta.

 

Batemos um papo incrível com essa nova musa do pop rock, confira:


HCNOAR: Quais suas maiores inspirações para compor letras tão profundas que mexe com alguma parte da sua alma ou subconsciente de quem te ouve?

MANAIA: Gostei dessa pergunta! Inspiração pra compor vem de tudo. Eu vejo uma série, eu escuto uma frase na rua, eu vejo uma cena entre amigos, eu escuto palavras cruéis jogadas ao vento, eu vivo momentos de prazer ou de ódio, e tudo vira uma sinopse para uma possível poesia, e da poesia eu faço música. Sempre gostei de poesia e adoro mergulhar nas letras de artistas depressivos, porque são eles, como Lana Del Rey e Halsey, que transbordam suas emoções nas letras.  

HCNOAR: A Síndrome de Borderline é algo bem complicado para superar, como temos cada vez jovens com esse diagnóstico,  conseguiria dar alguma ajuda para quem vive essas crises e esse momento tão complicado e voltar a sorrir ?

MANAIA: O borderline, a bipolaridade, a ansiedade e a depressão são doenças que não podem ser negadas ou julgadas. Quando você olha para o problema, aprende e reflete, e no final encontra a solução. Mas se guardar o problema no armário, cria teia, se deixar o problema no chão, fica exposto para a “bactéria”, e se não fazer nada só piora. Eu digo para “conversar com ela (depressão) ”, escutar seus próprios medos e pesadelos, porque a tristeza faz parte da alma. Ela é extremamente criativa, então para que deixar ela de fora! Amar e se amar, nas qualidades e nos defeitos, nas vitórias e nas derrotas.  

HCNOAR: No clipe da música Medo, traz diversos corpos e até cenas ousadas, hoje em dia as pessoas tem medo de se relacionar e não se jogam e não se arriscam, na sua opinião porque se deve isso?

MANAIA: O ser humano sempre foi, é, e será seu próprio vilão. Ele gosta de julgar e apontar. Mas temos que entender que não existe um molde de ser humano perfeito. Os medos que nós temos de nós mesmos é que cria preconceitos e julgamentos. A sociedade mudou, a tecnologia deixou a sociedade mais fria e ansiosa, o dilema surge de um preconceito próprio, e aí a pessoa prefere não se arriscar e entrar no molde de outro para não se machucar. O medo engrandece barreiras, o amor quebra.  

HCNOAR: No clipe Baby que parecia ser algo light, me surpreendeu pela mega produção e o contraste do dark e do branco da pureza.  Me deu um ar de empoderamento ao ver os boys acorrentados a ti.  Seria uma mensagem para as mulheres se liberem de homens tóxicos e buscar a luz do sol e a cor vermelha da paixão pelo boy certo?

MANAIA: Por esse ponto de vista sim. Mas a música “Baby” não foi feita para um homem, e sim para mim mesma. Digo que é uma música de amor próprio. As mulheres representam o amor, a esperança e a luz, e os homens nas correntes representam os demônios que vivem dentro de nós. Deixar a luz do sol fazer barulho é deixar a luz entrar na sua alma, e a entrada o vermelho é o amor. Aqui, no caso, é se amar, e no final se libertar da corrente da sociedade, que de certa forma a pessoa já estava acostumada em viver. Quando a bailarina entra é o clamor da consciência, a hora do despertar. 

HCNOAR: Senti em maioria das canções uma referência forte do pop, um pouco de MPB, mas ainda a presença de um rock na linha Evanescence, estou certo ou o quem mais te inspirou ou ainda inspira como cantora e mulher?

MANAIA: Touché! Amo Evanescence. Meu rock começou escutando os CDs Fallen e Hybrid Theory (Linkin Park). Eu vivia tocando Amy Lee no piano. Acho ela muito diva, maravilhosa. Hoje eu tenho outras inspirações a mais como Pink e Katy Perry, um “pouco” mais pop, mas ainda escuto rock épico, como Within Temptation, porque faz parte da minha alma. 

HCNOAR: Se poderia dizer coisas que te incomodam que ficam na “Na Borda” nome do seu álbum, o que seria?

MANAIA: Coisas que me incomodam…. Confesso que fico estressada por coisas pequenas, adoro fazer uma tempestade num copo d’agua, vamos lembrar que sou de peixes, bem dramática… Mas se pensarmos no contexto global, eu me incomodo muito com cinismo, com “esnobismo”, com mentira, com falsidade, com preconceito e com intolerância. Já num relacionamento, me incomodo com joguinho, acho que não se deve brincar com o sentimento do outro.

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