Pedro Falcão, do Zero 1 e Ex BBB17 na BGS, troca ideia conosco sobre games, Big Brother, direito de vestir o que quiser e muito mais. Não perca!

20. outubro 2017 14:00 | Texto por Ricardo Nobrega

Pedro Falcão participou do Big Brother Brasil 17 e atualmente arraza no programa Zero 1 de cultura pop, também da Rede Globo ao lado do nosso muso Tiago Leifer e lacrou demais colocando vários questionamentos polêmicos na telinha, falando que homem pode usar saia, sim! Mas o melhor que ele entende muito de videogame por amar desde criança e até está fazendo parte de um projeto super legal pra preservação da memória deles no Brasil. Ele conta tudo para a gente em um papo para lá de foda, no stand da nossa parceira linda Hyper X.

HCNOAR:Como é sair do BBB pra ir pro primeiro programa de televisão de cultura pop?

PF: Eu sempre gostei muito de games, sempre foi uma paixão muito grande. Antes de entrar na casa, eu já trabalhava na área há muitos anos, e era algo que sempre me moveu muito, sempre foi muito importante pra mim.Eu entrei na casa pra promover, de certa forma, os games e porque eles são tão importantes hoje na sociedade.Eu aproveitei bastante essa exposição para poder falar disso. Hoje eu estou cuidando mais dessa parte na Vice, fazendo algumas coisas de vez em quando no Zero Um com o Tiago Leifert mais pra mostrar e espalhar a palavra dos games 

HCNOAR:Você não parecia participante,parecia mais o brother do Tiago Leifert

PF: Os outros participantes até achavam chato, porque eu e o Tiago tínhamos muitas afinidades. A gente falava de fazer umas piadas que só nós dois e os gamers de casa entendiam, sabe?O Tiago é um cara incrível, ele tem uma visão muito bacana não só da televisão brasileira, mas de como os games podem ser parte importante dessa sociedade, de como eles são o futuro do entretenimento, de certa forma. Ele é um cara que está aberto para tudo isso, e eu me inspiro bastante nele.

HCNOAR:Você usou saia na casa. Qual foi o motivo disso? Ajudar o feminismo, pra quebrar o machismo?

PF: Quando você escolheu a roupa pra vir pra BGS, você escolheu uma roupa pra mostrar a questão da representatividade do homem e tudo mais?

HCNOAR: Eu pensei que estava calor e queria usar uma bermuda mas por algum dress code, vim de calça mesmo.

PF: Foi a mesma razão porque eu resolvi usar saia. O dia tava muito quente. E quer saber? Eu não aguento mais ficar usando short apertado em casa, o outro que tinha estava lavando; aí saia eu já usava quando era adolescente em show de punk; eu simplesmente comecei a usar saia.Eu só lembrei de mencionar para a produção do programa, porque no dia que eu fui “sequestrado” pela produção do BBB, a minha estava em casa no dia.Eu estava arrumando a minha mala e minha mãe virou e disse: Pedro, não esquece seus vestidos e as suas saias. Nossa, é verdade, eu esqueci!

HCNOAR:O legal que foi sua mãe que falou.

E aí os produtores ficaram: como assim? Eu tinha esquecido de mencionar, eu mostrei para eles e eles piraram. Como assim, além de tudo você usa essas roupas? Eu não sou o protagonista de todos esses movimentos, do feminismo, da transsexualidade, nem mesmo do gênero fluído. Eu me considero do gênero masculino e eu só gosto de usar saio por ser uma peça de roupa que eu gosto, eu acho confortável e cai bem no meu corpo.


HCNOAR:Você é a favor de peças que não tenham gênero?

PF: Eu acho que essa moda sem gênero é muito importante, porque a gente fica colocando esses papéis de gênero em tudo. A gente não precisa colocar esses papéis nas roupas.Roupa é tecido, não tem porque ter diferença.

HCNOAR:Por você usar saia, você recebeu muitos ataques na internet. Já pensaram que você era gay por usar saia?

PF: Essa parte nunca me incomodou. Querendo ou não, a gente mora em um país que tem uma visão mais conservadora, tem uma visão mais tradicional. Eu sabia que essas pessoas iam acabar mantendo a opinião. Eu recebi mensagens muito especiais de pessoas que  falavam que as mães não aceitavam e elas me viram na televisão e começaram a aceitar.Essas pequenas histórias me emocionam e que são importantes para mim.

Mas eu não entrei querendo passar uma mensagem, não foi essa a ideia. Esses comentários nunca me afetaram quando eu era criança, quando meus amigos da escola me zoavam por alguma razão porque eles eram muito inseguros quanto a minha sexualidade. E isso não vai me incomodar agora.

 HCNOAR:Falando dos games: teve algum jogo que você não conseguia passar de uma fase? Qual era?

Tem uma série toda chamada Dark Souls que é conhecida por ser muito difícil. Tem um jogo dos mesmos criadores chamado Bloodborne, que foi a minha porta de entrada para essa franquia. Eu sempre soube que era difícil, mas eu nunca tinha sentido na pele quanto era difícil de verdade até jogar. Bloodborne, definitivamente, foi o jogo que foi mais que uma experiência de jogo, foi uma experiência de autoconhecimento.

Eu tinha que ficar calmo, eu tinha que entender que o problema estava em mim, que eu não estava jogando direito, o problema não era o jogo, era eu que não tinha paciência para o jogo. Quando eu me deparo com jogos que são muito difíceis, eu acabo exercitando a paciência. Esse é o elemento chave para passar em um jogo difícil.

HCNOAR:Teve algum personagem de videogame que te marcou muito quando você era criança?

É a primeira vez que vem o Hideo Kojima para cá, que é o desenvolvedor de Metal Gear Solid. Esse foi o primeiro jogo com história, com um enredo, narrativa e personagens muito fortes, justamente porque o Hideo Kojima tem um certo passado de cineasta, ele realmente usou esses artifícios do cinema para contar uma história no videogame. Eu não era tão ligado no Mario nem no Sonic. Pra mim, o Snake e o Metal Gear Solid foram jogos muito importantes, porque contavam uma história. É muito emocionante poder estar no mesmo evento que o Hideo Kojima está sendo homenageado.

HCNOAR: Aproveitando o que você falou, os trailers e os cenários dos games estão quase batendo Hollywood.Como você vê essa evolução?

PF: Eu acho incrível. Eu acho que videogame hoje é a mídia mais pós moderna que existe, porque ela reúne o cinema, a música, até o teatro, de certa forma. Eu acho que é a mídia mais evoluída que existe. Como eu sempre gostei muito, sempre fui um fã muito grande, eu sempre vi essa mídia como algo revolucionário na nossa cultura, não só para a cultura brasileira, mas para a cultura mundial, eu fico muito feliz de ver que toda a minha paixão e as ideias que eu tinha ,que de fato era uma mídia revolucionária, estão se concretizando.

Agora, cada vez mais, as pessoas estão olhando para os games não só como algo de criança, como uma novidade, uma coisa curiosa, mas, de fato, como um movimento cultural, ou pelo menos uma nova era cultural da humanidade, que está sendo refletida em outras mídias e na cultura popular de uma forma geral.

HCNOAR: O que mais você quer ver na BGS nesse ano?

PF: Eu também vim um pouco para trabalhar. O meu foco principal está sendo a divulgação histórica de videogames do Brasil, que é uma ONG que eu fundei com outros colegas também jornalistas.Ela visa fomentar e divulgar que existe uma história de videogames nacional, que já tem uma história própria, uma identidade própria de videogames que a gente precisa preservar.A gente tem todos os clones de Atari, nintendinho dos anos 90, anos 80 e toda essa história está sendo apagada todos os dias, é algo perecível.

Esses consoles, jogos e documentos estão morrendo de certa forma. A gente fundou essa associação sem fins lucrativos justamente para unir as forças da imprensa que sempre cobre a história do videogame e dos colecionadores, que tem uma questão muito forte de tentar preservar essa história dentro das suas coleções, de unir todos esses mundos pra numa força conjunta preservar a história dos games no Brasil.

Em primeiro momento, a gente vai fazer documentários e publicar alguns artigos que contam algumas dessas histórias, dessas curiosidades históricas. Depois, a gente vai juntar o material propriamente brasileiro, digitalizar todo esse material em alta qualidade,disponibilizar no site shvb.com.br - que é sociedade histórica de videogames no Brasil. Onde qualquer acadêmico, jornalista ou o público em geral pode acessar esse site e encontrar todo esse material. 

Fotos do Pedro na Hyper X e na WB Games e colaboração por: Danielle Souza - HCNOAR Produções

Comentários:
lokão

PROMOÇÕES

Quer ver ou rever o filme "Eu Fico Loko" do youtuber Christian Figueiredo. Mas não será moleza terá que engajar hein! 

Assista a matéria especial da TV BLOG HCNOAR sobre o filme e nos conte no campo endereço, o que deixa Christian Figueiredo, Filipe Bragança, Giovana Grigio eIsabella Moreira lokões e ainda falar qual foi a primeira matéria do youtube para o nosso site e ainda nos siga no twitter e instagram e face @hcnoar

Leia o regulamento e participe já!


Nome completo:

Idade:

Rg:

Endereco:

Cidade/UF:

Email:

Facebook:

Twitter:

Telefone:

Celular:

Regulamento:

25 e 26/03/17 - Lollapalooza Brasil no Autódromo de Interlagos - SP

27/03/17 - Lolla Parties: Mø & Grass Animal no Cine Joia - SP

29/03/17 - Justin Bieber: Purpose World Tour na Praça Apoteose - RJ

01 e 02/04/17 - Justin Bieber: Purpose World Tour no Allianz Parque - SP

Em breve novos shows e eventos para os jovens do novo mundo

[Veja mais]

NOME
E-MAIL
BANDA
MÚSICA
 
  • 01.   CPM 22 - Perdas

    02.   Nx Zero - Modo Avião

    03.   Scalene - Surreal

    04.   Fly - Cabelo de Algodão

    05.   Tiago Iorc - Dia Especial

    06.   Luan Santana - Escreve aí

    07.   Banda do Mar - Mais Ninguém

    08.   Efelix - Segundo Plano

    09.   Against the Current - Talk

    10.   Supercombo - Piloto Automático

    11.   Scambo - Roda Gigante

    12.   Foo Fighters - Something From Nothing

    13.   Scracho - Divina Comédia

    14.   Versalle - Verde Mansidão

    15.   Mc Biel - Pimenta

    16.   Instinto - Agradeço ao Rock N' Roll

    17.   Paramore - Last Hope

    18.   Violetta - Euforia

    19.   Theodor - Adeus

    20.   Urbana Legion - Tempo Perdido

107HC, HCNOAR, direitos de imagem, audiovisual, idealização são todos reservados para Rede HCNOAR Produções