Crítica - Cristopher Nolan atinge a maturidade como diretor em Dunkirk

27. julho 2017 16:14 | Texto por Thiago Neres

Ao longo dos anos, há muitas parcerias de sucesso da história do cinema. Ennio Morriconi e Sergio Leone. John Willians e Steven Spielberg... e em Dunkirk, mais do que nunca, Cristopher Nolan e Hans Zimmer.

A dupla já trabalhou algumas vezes junta, mas aqui em Dunkirk um passo adiante é dado pelas duas partes. Há uma sinergia tão complexa de história, diretor e trilha que elas se tornam interdependentes de suas respectivas genialidades. Todos os elementos do filme sustentam-se uns nos outros de tal modo que a geram a sensação de que o filme inteiro é uma bomba relógio prestes a explodir, onde tudo dará errado a qualquer momento.

Sinérgico, Dunkirk é um castelo de cartas muito bem estruturado que encanta ao não desmoronar com o soprar do vento. O perigo está por todos os lados: uma narrativa não cronológica, elementos de tensão pouco explícitos, personagens pouco desenvolvidos, poucos efeitos visuais de encher os olhos... São compensados em direção de arte, montagem e trilha, usando os elementos “fracos” do filme para criar a tensão de um outro perigo: o inimigo nazista.

Na história de Nolan, um grupo de 400 mil homens do exército britânico tenta deixar a costa da França na cidade de Dunkirk, onde estão encurralados pelo exército nazista na segunda guerra mundial. A ideia é simples, mas a execução nem um pouco. A história é contata de 3 pontos de vistas paralelos e cronologicamente desconectados, e o único elemento de tensão do filme é a aproximação de um exército nazista que nunca aparece em tela.

A ameaça invisível é massiva e se torna o personagem principal do filme. A sensação de urgência para a evacuação da praia não é dada através de dramas convencionais de personagens, mas sim através da trilha sonora de Hans Zimmer e do pragmatismo dos soldados que parecem estar em um chá da tarde após serem bombardeados na praia.

Cada atuação no filme é pensada para ser repleta de reatividade, mas não de valor interno. Daí o fato do ator mais estelar do filme ser Tom Hardy, que passa a maior parte do filme de mascara. Há, no filme, personagens que não tem nem mesmo o nome dito, mas que representam papéis importantes na trama. O peso das atuações pode compensar o texto inexistente, mas serve a um propósito maior. Todos aqueles personagens parecem interessantes e você quer saber mais sobre eles, mas há uma missão acima deles e nela há uma importância muito maior do que as suas pessoalidades. Essa compreensão deixa aqueles personagens restritos ao que importava ao primeiro ministro inglês quando dadas as ordens: os números.

Desprendido da necessidade de desenvolver os personagens, Nolan troca as falas dos personagens pela música de Zimmer, preenchendo todo o emocional de seu filme com ela e fazendo parecer que diretor e compositor escreveram juntos o roteiro. A tensão é guiada pela estrutura narrativa escolhida, com uma construção de clímax de dar inveja a qualquer roteirista.

No fim, Nolan faz seu filme mais sóbrio, cujo maior mérito é não despencar do céu em seu mais alto e inseguro voo. Mais do que a dificuldade de colocar esses elementos frágeis em tela, o que impressiona é a qualidade técnica do diretor ao fazê-los funcionar em um filme que se falha, é miserável. Mas, como acerta, é genial. 

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