Crítica: Piratas do Caribe - A Vingança de Salazar diverte muito quem só quer ver um filme e dar algumas risadas.

23. maio 2017 17:42 | Texto por Thiago Neres

Na construção de grandes sagas hollywoodianas, um problema recorrente tem sido a dificuldade em reinventar franquias que estão caindo no desgaste. Recorrer a subgêneros, novos atores de alto escalão e pirotecnias mil são as táticas mais comuns, e o novo Piratas do Caribe faz tudo isso, mas com um toque especial de farsa.

Em A Vingança de Salazar, os piratas a perseguirem o perdido tridente de Poseidon, cuja lenda diz que o poder pode quebrar qualquer maldição, antes que o perigoso vilão Capitão Salazar (Javier Barden) alcance seu objetivo de capturar e matar Jack Spearow (Johnny Depp).

Usando os filmes anteriores de trampolim, o filme assume a postura de sacrificar história, interpretação, design... praticamente tudo em nome de um divertimento absoluto de seu público. O resultado disso é um Jack Spearow bêbado, divertido e sem muita pretensão que não a de salvar o seu próprio pescoço. O famoso capitão tresloucado ainda é o motor de toda a história, mas aqui flutua em segundo plano assim como no primeiro longa da franquia.

Com Jack de volta a seu devido lugar, sobra espaço para outros personagens se destacarem na trama. Henry Turner (Brenton Thwaites)  não consegue fazê-lo, mas  Carina Smyth (Kaya Scodelario) aproveita bem a chance. Eles são os jovens substitutos de Will Turner (Orlando Bloom) e Elisabeth Swan (Keira Knightley), e acabam preguiçosamente ocupando o mesmíssimo lugar de seus predecessores na trama.

Com os novos personagens, a história corre em fluxos bastante óbvios e explicados a exaustão dentro do filme com todos os clichês mais conhecidos. As atuações são caricatas, mas tudo isso se envolve em um tom farsesco do filme que pode não convencer os mais céticos, mas com certeza diverte os menos exigentes que só querem ter um bom momento no cinema.

Há ótimas cenas de ação, todas feitas em um 3D muito bem trabalhado que acrescenta muito na percepção e algumas cenas de profundidade de campo alta, dando pela primeira vez na série uma real noção do tamanho dos navios.

Apesar do tom de farsa, Brenton Thwaites e Javier Barden estão fora do tom em algumas cenas. Diálogos jogados sem cuidado de Barden e expressões forçadas de Thwaites atrapalham em diversas cenas, mas isso está longe de ser culpa só dos atores.

O roteiro está cru em um ponto que parece que a versão filmada foi a primeira versão escrita do roteiro, sem nenhum tipo tratamento. Não fosse a mão-de-ferro-fazedora-de-dinheiro do produtor da Disney, Jerry Bruckheimer, o que teríamos nos cinemas agora seria uma grandiosa bomba e não um filme com cenas de ação megalomaníacas com efeitos práticos e muita, muita comédia.

Assim, A Vingança de Salazar se salva como um filme divertido, digno de se ver no cinema e se divertir, mas não permite que se pense muito sobre sua história, justamente para não estragar a diversão que ele mesmo propõe.

Comentários:
Aguardem novas promoções

novidades em breve

[Veja mais]

NOME
E-MAIL
BANDA
MÚSICA
 
  • 01.   CPM 22 - Perdas

    02.   Nx Zero - Modo Avião

    03.   Scalene - Surreal

    04.   Fly - Cabelo de Algodão

    05.   Tiago Iorc - Dia Especial

    06.   Luan Santana - Escreve aí

    07.   Banda do Mar - Mais Ninguém

    08.   Efelix - Segundo Plano

    09.   Against the Current - Talk

    10.   Supercombo - Piloto Automático

    11.   Scambo - Roda Gigante

    12.   Foo Fighters - Something From Nothing

    13.   Scracho - Divina Comédia

    14.   Versalle - Verde Mansidão

    15.   Mc Biel - Pimenta

    16.   Instinto - Agradeço ao Rock N' Roll

    17.   Paramore - Last Hope

    18.   Violetta - Euforia

    19.   Theodor - Adeus

    20.   Urbana Legion - Tempo Perdido

107HC, HCNOAR, direitos de imagem, audiovisual, idealização são todos reservados para Rede HCNOAR Produções