Crítica - Alien: Covenant não é épico nem horror. É o voo de galinha de Ridley Scott.

9. maio 2017 17:48 | Texto por Thiago Neres

Muitos contadores de história têm como missão da vida construir um épico memorável, que o imortalizará para sempre na história da humanidade como William Wyler com seu Ben-Hur ou Stanley Kubrick com seu 2001: Uma Odisseia no Espaço. O problema de se almejar o estrelato é que, muitas vezes, esquece-se o conteúdo necessário para atingi-lo.

Em Alien: Covenant, o diretor Ridley Scott executa mais um voo de galinha. Sequência de Prometheus (2012), o filme que busca ser denso, épico e criar uma mitologia épico-espacial para tornar-se uma grande e complexa ópera com tons shakespearianos, mas acaba por criar apenas um mero episódio em uma franquia que claramente não sabe qual tom adotar.

O filme conta a história da tripulação da nave Covenant, uma nave com seres humanos que buscam colonizar outro planeta com vida humana e que acabam esbarrando em um planeta com condições de abrigar vida antes de encontrar o seu destino final. Quando os tripulantes vão até o novo planeta, acabam tendo contato com o Xenomorfo, clássico monstro da franquia.

Com base nessa premissa o filme busca se conectar com seus predecessores, esforçando-se para fechar quase todas as pontas soltas deixadas pelo filme anterior, Prometheus, e usando disso para construir uma mitologia com tons obscuros que pautada em torno do android David (Michael Fassbender).

O Android em crise existencial que já havia aparecido em Prometheus retorna nesse filme e acaba por ser uma âncora poderosa, que impede Covenant de se sustentar sozinho. Toda a história, para ganhar o mínimo de profundidade real, depende que o espectador tenha visto o longa anterior. 

Além da dependência que torna o filme episódico, Scott acabou por exagerar no tom de seu personagem chave. A crise existencial de David é rasgada, romântica e absolutamente atonal com o horror que as cenas de ação do filme tentam pontuar.

Repleto de personagens descartáveis e pouco carismáticos clássicos dos filmes de terror, o filme entrega cenas de ação boas, mas com desfechos desinteressantes ou genuinamente difíceis de compreender, como uma das cenas de ação no topo de uma nave. Com certeza o tom claustrofóbico e psicológico do terror executado no Alien original não é replicado aqui.

Sem personagens a quem se ater, pouco importam as mortes ao longo do filme, os delírios de David ou a mitologia que é construída. Alien: Covenant não dá senso de real importância a nenhuma das ações em tela e ainda almeja ser um épico que não tem nem o começo da qualidade que precisaria para ser.

Ao fim, se sai do cinema com a sensação de que o que foi visto é longo e confuso terceiro ato de Prometheus, mas que pelo menos funcionaria se estivéssemos falando do mesmo filme. A preocupação de estabelecer uma franquia venceu tudo no filme, inclusive a qualidade da história.

 

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