Crítica: Guardiões da Galáxia Vol. 2 vai além dos limites do universo Marvel nos Cinemas.

24. abril 2017 13:30 | Texto por Thiago Neres

 Limites. Quando Guardiões da Galáxia foi lançado em 2014, ficou muito claro que a Disney estava disposta a testar cada vez mais as fronteiras do seu universo cinematográfico de super-heróis e observar até onde era possível usar e abusar do mundo Marvel sem que ele se desgastasse.

Agora o momento é outro. Na chegada do segundo volume da história dos Guardiões, o mercado de filmes de quadrinhos já explorou outros quartos escuros de holywood. Tivemos outras comédias debochadas (Deadpool, 2016) e mesmo filmes sérios e tensos (Logan, 2017). O fato é que a qualidade da comédia do primeiro Guardiões fortaleceu o gênero a tal ponto que começou-se a arriscar cada vez novos subgêneros dentro do cinema de quadrinhos.

Filho e pai desse momento de consolidação, surge Guardiões da Galáxia Vol. 2, dirigido novamente por James Gunn. O diretor, que claramente já não era dado a limites no seu primeiro longa, fez questão de usar toda a sua liberdade dentro do estúdio controlado por Kevin Feige para fazer um filme de comédia, claro, mas muito mais intimista e fora da caixa.

Com a confiança do Marvel Studios na mão, Gunn produziu um filme de personagens, apresentando e dando backgroud para cada um dos guardiões que antes eram só galhofa. Agora, cada um dos personagens tem seus backgrounds explorados e desenvolvidos, tudo criando uma noção de que os Guardiões são mais que um grupo, são uma família.

No longa, os guardiões acabam se envolvendo em uma confusão com uma poderosa raça de aliens dourados projetados geneticamente para serem perfeitos e são salvos por Ego (Kurt Russel), o planeta vivo, que calha de ser, também, o Pai de Peter Quill (Cris Pratt), o líder dos Guardões.

Além dos Guardiões que já conhecemos, temos aqui a adição de três membros novos a equipe. O alien azul Yondu (Michael Rooker) e sua flecha mortal, Nebulosa (Karen Gillian), filha de Thanos (Josh Brolin) e irmã de Gamora (Zoe Saldana); e Mantis (Pom Klementieff), uma alien com habilidade de sentir e influenciar as emoções alheias. Há também, é claro, toda a faceta de Baby Groot, a versão bebê da carismática árvore do filme anterior.

Assim, essa família de outsiders no melhor estilo X-men acaba por protagonizar menos cenas de ação do que o comum nos filmes do MCU (Universo Cinematográfico Marvel), e essa escolha acaba se transformando na principal qualidade e defeito do filme ao mesmo tempo. O desenvolvimento dos personagens é bem feito, mas os momentos de entradas dessas cenas acabam sendo pouco naturais.

 O resultado é um filme de relações entre personagens que funciona, mas anda travando por conta de suas quase 3 horas de duração, mas, justiça seja feita, quando Gunn se propõe a fazer ação, o faz de forma dinâmica e divertida. Abusando de cores, movimentos e conceitos tresloucados, Guardiões mantém-se fiel a psicodelia que ele mesmo originou, dando alguns passos a frente e empurrando os limites do universo Marvel para cada vez mais longe.

 

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