Crítica - Kong: A Ilha da Caveira entrega diversão, macaco gigante e absolutamente nada além disso.

7. março 2017 19:50 | Texto por Thiago Neres

Com o crescimento dos filmes de super herói no cinema, ficamos todos acostumados a ter muitos bons filmes de ação surgindo nos cinemas todos os anos. O formato chegou ao seu ápice ainda na década de 80, e hoje, graças aos filmes citados ganhou novo fôlego nas produções de grande porte. No embalo destes filmes, tivemos nos últimos anos alguns filmes que buscavam trazer a velha forma um outro subgênero dos filmes de ação: os filmes de Monstros. Em Kong: A Ilha da Caveira, temos o retorno do gorila mais famoso da história do cinema em toda a sua glória, seguindo as clássicas estruturas de sua história, sendo um Rei dentre os animais fantásticos de uma ilha isolada onde apenas uma tribo de aborígenes havia tido contato com sua magnitude, até que um grupo de humanos devidamente bisbilhoteiros entra em sua ilha, provocando a ira de Kong. Apesar da estrutura tradicional, o filme apenas arranha as metáforas que a história do King Kong costuma tocar, não chegando nem próximo as alegorias clássicas.

Longe de pretender reinventar a roda, Kong se apoia justamente nesses clássicos para entregar cenas de ação absolutamente satisfatórias, bem pensadas e com um bom uso do 3D. Tudo feito no filme gira em torno da figura magnânima de Kong, que agora mede 30 metros de altura, onde ele é o grande guardião protetor da Ilha que habita, sendo venerado por seus habitantes e temido por seus inimigos reptilianos, os Skullcrawlers.

Apesar da boa execução técnica e das referências ao filme original do gorila, o filme do diretor Jordan Vogt-Roberts patina em roteiro. A maioria dos personagens (que não acabam mortos) não tem qualquer mudança relevante ao longo da trama, os atores com papéis principais ao lado de Kong, James Conrad (Tom Hiddleston) e Mason Weaver (Brie Larson) são absolutamente irrelevantes no filme, a um ponto que se eles não existissem, nada de substancial mudaria nos acontecimentos da trama. De relevante mesmo temos apenas Samuel L Jackson como Preston Packard, um militar que faz de Kong o seu nêmesis e quer destroná-lo a qualquer custo.

A superficialidade com que a trama de Kong: A Ilha da Caveira se arrasta faz com que o filme fique, em alguns pontos, lento, e com que as muitas mortes de personagens não sejam relevantes como parece pretendido pelo roteiro. O resultado é um filme que entrega uma primeira camada de diversão, mas se preocupa tanto com a figura magnânima do monstruoso King Kong que não percebe que, eventualmente, o gorilão acaba esmagando a própria trama.

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