Crítica: A Lei da Noite não é a melhor obra de Ben Affleck, mas encanta visualmente. Confira!

20. fevereiro 2017 17:27 | Texto por Joao Felipe Marques

Ben Affleck esteve numa posição complicada nos últimos tempos. Cotado para ser o diretor do próximo filme do Batman (personagem que também interpreta atualmente), o ator/diretor/roteirista acabou desistindo do posto, dizendo que não gostaria de prejudicar sua concentração na atuação.

Mas antes de ser o Batman novamente, Affleck lançou seu mais novo projeto de paixão: A Lei da Noite. Neste filme, ele dirige, escreve e também protagoniza. Será que esta combinação é tão fatal quanto ele faz parecer?

Em A Lei da Noite, Joe Coughlin é um veterano de guerra que se revolta contra o sistema e decide se tornar fora-da-lei. De maneira quase episódica, o filme nos leva por diferentes fases da carreira criminosa do personagem, começando por seu relacionamento proibido com a namorada de um dos chefes da máfia local.

O ator abraça o papel e mostra que sabe equilibrar bem seu entusiasmo com a seriedade do personagem, entregando uma atuação concisa, mas sem nenhum momento muito marcante. O resto do elenco, que inclui Zoe Saldana e Elle Fanning, cumpre sua função sem sobrepor a grande estrela e também não possui nenhum momento específico digno de memória.

Há uma história interessante por aqui, com certeza. Mas Ben Affleck não soube equilibrar muito bem sua proposta para o gênero, nos entregando um filme que poderia ser um ótimo clichê se fosse um pouco menor, ou uma ótima série de alta produção, se tivesse mais tempo.

Certas passagens podem parecer muito arrastadas, ou até mesmo desnecessárias por completo, dentro da história. Por outro lado, muitos dos elementos com os quais o autor flerta poderiam ser melhor explorados e aprofundados caso não fossem todos entulhados em duas horas e dez minutos de filme.

O grande trunfo de A Lei de Noite está no valor de produção. Recriando diversas locações do começo do século XX, o filme nos traz diversas peças históricas que irão agradar qualquer entusiasta de filmes de máfia, principalmente aqueles que já estão cansados do mesmo cenário de Chicago, recorrente no gênero.

Embora não seja o melhor trabalho de Ben Affleck, A Lei da Noite nos traz um bom filme que poderia ser melhor (principalmente quando pensamos nos trabalhos anteriores e mais consistentes do diretor). Não manchará a filmografia de Affleck, de jeito nenhum! Mas talvez precisemos de alguém um pouco mais consciente do “quadro geral” para o próximo filme do Batman. 

 

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