Coluna Cineverso: Diversidade e representatividade no cinema. Por que isso é legal?

16. janeiro 2017 14:54 | Texto por Joao Felipe Marques

Vivemos em uma época curiosa. O cinema NUNCA esteve tão abrangente quanto nos dias de hoje. Temos protagonistas femininas em filmes populares que, aos poucos, vem sendo cada vez melhor construídas. Temos elencos diversos, que trazem personagens de origem e estilos de vida diferentes. Temos novas perspectivas, mas ainda assim há quem ache que nada disso é realmente “necessário”.

Me questiono sobre estes debates a cada novo filme que surge acompanhado da tal “polêmica da representatividade”. Eu costumo pensar nas histórias que surgem por aí de pessoas que finalmente puderam se sentir representadas na tela e me emociono, pois eu nunca tive esse problema, e meus heróis da TV e do cinema sempre foram parte importante de quem eu sou hoje. Não consigo me imaginar sem isso.

Eu sempre soube que eu poderia fazer qualquer coisa e ser quem eu quiser, pois sempre vi homens brancos sendo ditos exatamente isso em suas jornadas de superação e suas posições de destaque. Como será que é não ter essa confiança toda? Será que eu estaria escrevendo sobre isso?

Dois anos atrás, Star Wars voltou aos cinemas. Muitos fãs irão lembrar para sempre a verdadeira jornada que foi esperar pelo lançamento do filme, começando por aquele primeiro teaser: “Ocorreu um despertar… Você sentiu?”

J.J. Abrams não estava fazendo nada por acaso quando decidiu que a primeira imagem deste tão esperado retorno seria a cara de John Boyega, vestido de stormtrooper. Era um aviso, indicando que a saga não estava voltando ao mundo para ser mais do mesmo. Star Wars é feito para ser amado por todos, e John Boyega virou bonequinho na mão de muitas crianças que não se identificavam o suficiente com a família Skywalker.

Mas, tudo bem. Deixemos os outros de lado, então… Sabe por quê ter representatividade e diversidade no cinema é legal? Por ser exatamente isso. Diverso, diferente, inédito! Você pode achar que ter o mesmo “boneco Ken” como protagonista de todo filme de ação é divertido, até experimentar conferir o que se pode fazer com uma história onde o protagonista não faz parte de um esteriótipo que já foi explorado ao esgotamento.

Somos muito diferentes! Existem muito a ser explorado neste mundo. Tanta coisa que ainda não sei, tantas histórias que poderiam mudar a minha vida inteira, que eu ainda não conheço. E eu realmente duvido muito que essas histórias estejam me esperando no mesmo lugar de sempre.

Novidades são empolgantes, isso é algo que nós, como seres humanos, temos programado bem fundo dentro da nossa cabeça. Coisas novas são excitantes, prendem a sua atenção, despertam a sua curiosidade e fazem com que você aprenda algo diferente. Novos aprendizados trazem novas perspectivas. Novas perspectivas trazem uma nova visão. E uma nova visão pode te fazer aprender algo novo que antes não podia ser enxergado.

O ciclo é infinito, e é assim que nós evoluímos. Não pense que o cinema não faz parte desse processo. A arte imita a vida, e a vida não para! Enquanto o nosso mundo continuar se conectando cada vez mais, ganhando cada vez mais perspectiva, e aprendendo cada vez mais sobre si mesmo, o cinema estará aqui fazendo o melhor que pode para acompanhar. E isso, meus amigos, é muito legal de assistir. 

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Sobre o autor: Meu nome é João Felipe Marques. Star Wars me fez um amante de cinema, Lost me fez um viciado em séries, Harry Potter me fez um leitor aficionado e escrever me fez ser quem eu sou.   Na Coluna Cineverso, eu tento trazer o que está rolando de mais interessante no universo do cinema, além de algumas opiniões e reflexões, sempre quinzenalmente, aqui no HCNOAR.  

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