Crítica: Com trama fraca e personagens esquecíveis, Assassins Creed é mais um para a coleção de péssimas adaptações de games.

9. janeiro 2017 20:20 | Texto por Joao Felipe Marques

A esperança durou pouco. Com a promessa de ser o grande e glorioso início da “era dos games” no cinema (onde finalmente veríamos adaptações bem feitas dos jogos que tanto amamos), o tão esperado “Assassins Creed” falha miseravelmente.

O filme é baseado na popular franquia de games da Ubisoft, em que o personagem principal deve reviver as memórias de seus antepassados para encontrar pistas que possam lhe ajudar no presente, onde a eterna luta entre Assassinos e Templários (neste filme, representados por Jeremy Irons) o põe em perigo.

O material original tem MUITO à oferecer. Não é a toa que decidiram trazer este universo para as telas de cinema, uma vez que os jogos em si sempre trouxeram ares cinematográficos. Era só usar o que a franquia tinha de melhor a oferecer: histórias empolgantes, que se passavam em tempos antigos, ilustradas por diversos elementos interessantes da época em questão.

O que não deveria ser usado? Considerando que a maioria dos jogadores de Assassins Creed costuma pular todas as sequências que se passam no presente (para voltar logo à pancadaria histórica), seria melhor deixar o presente de lado. Mas não. Decidiram que seria melhor, mais profundo, explorar os dramas e personagens de 2016 do que os da Inquisição Espanhola, que acabam completamente ignorados…

A ideia até poderia funcionar, porém, o filme claramente se leva muito a sério e, presunçosamente, procura retratar debates equivocados, com argumentos fracos e mal expostos. E nada se salva desta presunção. É como se o filme estivesse o tempo todo achando que não precisa explicar nada, por que o público estará sempre interessado na próxima cena de ação.

Não se pode esquecer da regra: Para um personagem morrer, primeiro ele precisa viver. Se o filme mata personagens, estes devem ter sido explorados o suficiente para que nós, o público, nos importemos com eles. Deve-se mostrar o “por quê” daqueles personagens merecerem a nossa empatia. Mas neste filme, tudo é plano. Os personagens (e suas decisões) são rasos, as reflexões (tão destacadas) são superficiais e a fotografia é preguiçosa.

E para completar, as tais cenas de ação que devemos ficar empolgados para ver são cobertas por fumaça e areia, em uma escolha visual pouco inspirada que acaba por diminuir todo a magnitude que um “salto de fé” traz direto dos jogos.

Caso abraçasse o lado “fantasioso” de sua premissa, Assassins Creed poderia ter passado reto por vários de seus erros e deixado mais espaço para bons desenvolvimentos de personagens (nem mesmo o protagonista, interpretado por Michael Fassbender, se salva). Mas infelizmente, não foi dessa vez. Que venha Uncharted em 2018...

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