Crítica: Acabou a escola. Animais Fantásticos e Onde Habitam mostra um mundo bruxo mais maduro, porém menos emocionante. Confira!

17. novembro 2016 14:32 | Texto por Joao Felipe Marques

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Antes de mais nada, preciso dizer que é extremamente difícil separar o lado crítico do lado fã enlouquecido potterhead que sou desde que aprendi a ler um livro. Dito isso, é importante também lembrar que Animais Fantásticos e Onde Habitam, diferente da franquia anterior, não possui um livro repleto de detalhes para se basear.

O filme, assim como a maioria das grandes blockbusters da atualidade, chega com missões específicas a serem cumpridas: É preciso desvencilhar esta história do amado universo de 70 anos depois, com o nascimento do menino que sobreviveu. Também é preciso criar novos personagens cativantes que possam capturar o amor do público, carente de bruxos para idolatrar. E por último, é necessário estabelecer uma nova mitologia a ser explorada nos próximos quatro filmes.

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Vamos por partes. Animais Fantásticos com certeza está bem distante do que acompanhamos em Harry Potter. O ótimo trabalho com os cenários, e até mesmo a trilha sonora, utilizam muito bem o ambiente da Nova York do começo do século XX. Elementos mágicos foram bem incorporados com a época, o que resulta em um banquete visual tanto para fãs, quanto para os não-fãs.

O clima está mais pesado. Assim como os fãs de Harry Potter estão mais velhos, a história que é apresentada em Animais Fantásticos não tem medo de explorar temas mais profundos e conturbados, além de cenas bem mais violentas do que estávamos acostumados nos corredores de Hogwarts.

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Infelizmente, a direção de David Yates não comparece com o ritmo correto, deixando algumas partes um pouco arrastadas, e algumas emoções um tanto subjetivas.

Os personagens são simpáticos e bem encaixados nesse universo, mas infelizmente J.K. Rowling não teve a perspectiva que tinha com seus livros e o filme acaba sofrendo com arcos narrativos fracos e pouco engajantes. Acompanhar Newt em sua caça pelos bichos perdidos é com certeza divertido, mas como trama, parece mais um episódio de TV.

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Assim como no formato televisivo, o personagem de Newt não passa por nenhuma mudança aparente, o vilão é derrotado de maneira superficial para dar lugar à próxima ameaça e a divisão do tempo entre a “história da vez” e a “história dos cinco filmes” é muito mais equilibrada do que estamos acostumados a ver no cinema.

A mitologia foi criada e a franquia terá muito espaço para crescer com novos personagens, novas criaturas, novas locações… Mas e quanto a este primeiro filme? E quanto ao valor da obra como uma história fechada? Os maiores desafios de Newt com certeza ainda estão por vir, mas como iremos nos importar com ele pelos próximos dois anos se só vimos um ligeiro relance de seu arco narrativo?

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Talvez essa seja a grande sacada do filme que me escapa. Com essa sensação episódica, a obra não se sustenta sozinha. Pode ser que o tempo provará o quão revolucionário foi este filme para o mercado de franquias, abrindo novas portas para quem prefere estruturar sua história ao longo de vários filmes, mas é difícil enxergar o futuro.

 Divertido, deslumbrante e repleto de boas atuações, Animais Fantásticos pode ser o começo de algo maravilhoso, mas como filme, é difícil deixar de lado que não há o mesmo tipo de emoção que as histórias de Harry Potter carregavam em seus personagens. 

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