Crítica: Marvel e irmãos Russo fazem os Vingadores brilharem, equilibrando humor e ação em um de seus melhores filmes até agora!

26. abril 2016 09:24 | Texto por Joao Felipe Marques

Chegou a hora, meus amigos. Nesta tão esperada semana, fãs apaixonados ao redor do mundo irão poder conferir a aguardada passagem do memorável arco “Guerra Civil” dos quadrinhos para a tela IMAX dos cinemas. E depois de muita especulação, eis que a HCNOAR (no caso, este redator geek que vós fala) pode assistir ao filme e não há como negar o veredito que ecoava pelos corredores após os créditos: O filme está lindo.

Vamos começar pelos pecados do filme, que são poucos e merecem ser tirados da frente logo de cara. Em questão de adaptação, o filme não é uma. Servindo de inspiração,  o icônico arco das HQs traz Tony Stark (Robert Downey Jr) defendendo um ato de registro de super-humanos após a explosão acidental de uma escola durante o ato “heróico” de uma equipe de babacas. Do outro lado, Steve Rogers (Chris Evans) acredita que este ato de registro é um passo perigoso, tanto para os heróis que serão controlados pelo governo, quanto para o povo. O filme não é sobre o ato de registro, e nem possui todos os “trezentoselávaipaulada” heróis que a guerra envolve nas páginas.

Ao invés disso, Capitão América: Guerra Civil nos trás os Vingadores que conhecemos no cinema divididos por uma ideologia inspirada naquela das HQs, com um grosso tratado de Sokovia (consequência da Era de Ultron) batendo na mesa e os heróis precisando se submeter ao comando de mais de 100 países que os querem nessa coleira. Como está sendo bem comentado aí por fora pela crítica, o filme faz um ótimo trabalho em apresentar seus lados imparcialmente. Capitão América pode ser o principal deste filme, mas nem de longe está com a razão absoluta que costumamos ver.

Ainda falando de adaptação, vamos falar do Barão Zemo. Se você lê quadrinhos, acompanha a Marvel e conhece a galeria de vilões que cerca Steve Rogers, certamente já se deparou com a figura intimidadora do Barão Zemo. Ele é poderoso e não tem muitas firulas, diferente do seu retrato nos cinemas. Sem o título de barão,  Zemo é a força catalisadora do filme que põe os heróis a se digladiarem. O personagem funciona para aquilo que foi projetado e incrementa a trama, mas nem de longe faz jus a sua inspiração. FIca para uma próxima.

Mas agora vamos falar dos três pontos que mais me chamaram a atenção, e que com certeza absoluta irão preencher o seu feed do faceboook pelas próximas semanas:

Pantera Negra: Se você é criança, você VAI querer o action figure assim que sair do filme. Se você é mais velho, ai provavelmente já vai estar pensando nesse action figure depois da primeira cena espetacular em que um dos maiores e mais legais heróis da Marvel chuta a bunda de todo mundo e sai andando. Chadwick Boseman está impecável no papel, muito bem escalado, e traz um ar muito bem vindo de novidade ao universo Marvel dos cinemas. É simplesmente impossível sair do cinema e não estar extremamente empolgado para ver o filme solo do herói, e a cena pós créditos faz questão disso (hehe)

Irmãos Russo: Tiro o chapéu, jogo pra cima e ofereço todo meu dinheiro em seguida. Os caras conseguiram aquilo que muitos consideravam impossível. Fizeram um filme com cargas dramáticas intensas, humor no tom certo em intervalos muito bem estabelecidos e ação… ah, a ação. É um filme do Capitão América, então aquele tom mais complexo que veio de “Soldado Invernal” continua presente aqui, mas a ação do filme, as interações de personagem, a enorme quantidade de lutas e efeitos especiais MUITO bem dirigidos e coreografados é simplesmente hipnotizante, e muito gostoso de ver. Para ainda mais mérito dos dois diretores, eu digo que saí da sala com um sorriso no rosto que não via em um filme da Marvel desde Vingadores.

E por último, eu sei que você quer saber do Homem Aranha: Para mim, a aparição do Homem Aranha neste filme compõe uma experiência que qualquer fã de super heróis em geral irá se emocionar. O moleque é perfeito e meu sincero obrigado aos executivos da Disney que decidiram finalmente levar a glória da juventude de Peter Parker para as telas, do jeito que ela merece ser retratada. É só o atirador de teia abrir a boca para falar e você já se vê caindo na risada enquanto se diverte vendo ele chutar bundas de outros heróis. Não quero estragar essa experiência, então vá assistir ao filme e confira você mesmo um dos momentos mais legais da história do cinema Marvel.

Além dos líderes de cada lado, o filme ainda conta com Scarlett Johansson (Viúva Negra), Sebastian Stan (Soldado Invernal), Anthony Mackie (Falcão), Don Cheadle (Maquina de Combate), Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Chadwick Boseman (Pantera Negra), Paul Bettany (Visão), Elizabeth Olsen (Feiticeira Escaralte), Paul Rudd (Homem Formiga), Emily VanCamp, Frank Grillo e Martin Freeman.

Todos os personagens são aproveitados maravilhosamente bem, o que só reforça o trabalho dos diretores ao lidar com estas grandes equipes e fazê-las funcionar na telona. Visão e Feiticeira Escarlate possuem talvez a melhor sub-trama do filme (E são várias), enquanto o Homem Formiga, por exemplo, aparece mais para completar esse cenário incrível.

Capitão América: Guerra Civil traz tudo aquilo que você quer ver em um filme de super-heróis, com direito a sobremesa repetida! Algumas cenas, você não vai esquecer tão cedo, afinal, não é todo dia que você vê os maiores heróis da terra saindo na porrada com a direção dos irmãos Russo. Que assinem mais 20 contratos com eles logo e agora sim meus amigos, começa nossa próxima caminhada: Que venha a Guerra Infinita! Que venha Thanos!

Escolha seu lado e vá conferir Capitão América: Guerra Civil a partir do dia 28 de Abril.

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