De Onde Eu Te Vejo estreia hoje com Denise Fraga, que falou sobre seu novo filme e o que mais ama em Sampa. Leia e se apaixone por esse filme!

7. abril 2016 17:41 | Texto por Guilherme Souza

Nesta terça-feira (16/04) tive minha primeira missão no site HCNOAR, que logo de cara foi entrevistar a super atriz Denise Fraga e o diretor Luiz Villaça no cinema Caixa Belas Artes, que falaram um pouquinho comigo sobre o novo filme estrelado pela atriz: "De Onde Eu Te Vejo"  que é uma parceria de produção da Warner Bros Pictures Brasil (essa linda), Bossa Nova Films e Globo Filmes. Não poderia de deixar de descobrir também o que mais encanta a atriz e o diretor do filme na cidade.

O filme se passa na cidade de São Paulo e conta a história de um casal, Ana Lúcia (Denise Fraga) e Fábio (Domingos Montagner). Eles decidem se separar e Fábio se muda para o apartamento do outro lado da rua, em frente ao apartamento de Ana. Além da separação, eles tem que enfrentar uma crise no trabalho e a mudança de cidade da filha. 

Eu não sabia se ria ou se segurava o choro, o filme é uma mistura de emoções. A cidade é retratada com imagens belíssimas, o que faz com que quem vive em São Paulo se identifique ainda mais. Além da maravilhosa Marisa Orth, que está impecável.

Primeiro eu conversei com Luiz Villaça, o diretor do filme e marido de Denise

HCNOAR: Quais são as maiores dificuldades de gravar em uma cidade grande como São Paulo?

Luiz Villaça: A dificuldade é que de uma certa forma você interfere, em alguns momentos, no funcionamento normal da cidade. Por exemplo, quando você vai pra frente do Marabá, que é na esquina da Ipiranga com a São João, você tá no centro da cidade, onde milhões de pessoas passam, carros e tudo mais. Quando vai se aproximando o dia de filmar nesses lugares, em geral a tensão vai aumentando muito pra equipe porque sabe que vai ser um dia difícil, um dia tumultuado, um dia que nós vamos pedir muito pra população ajudar, pro carro segurar um pouquinho, então assim, é uma estrategia muito mais pesada, mas eu particularmente adoro filmar nessa cidade, em São Paulo.

HCNOAR: Você dirigiu a Denise também no Retrato Falado. Qual a diferença entre dirigir ela no humor e no drama? 

Luiz Villaça:  Eu acho que a Denise é, sem dúvida alguma, uma das grandes atrizes da geração dela e ela transita muito bem entre o humor e o drama. O humor da Denise já é um humor emocional. Ela é muito engraçada mas sempre pega na carga emocional. Então assim, o Retrato Falado mesmo, que a gente fez durante 8 anos, a gente alternava. Tinha Retrato Falado que era quase um drama, mas as pessoas estavam tão acostumadas em saber que era uma comédia, que aquela historia vinha e elas, muitas vezes, se emocionavam e nem percebiam que aquele (episódio) não era tao cômico quanto o anterior. Então é um trabalho que a gente sempre desenvolveu. A gente fala que o filme é uma comédia sentimental, uma comédia afetiva, emocional, por conta disso. Quer dizer, você tem uma situação que é cômica de um casal que se separa e vai morar um de frente pro outro, mas é um filme que fala de amor, que fala de relação, da passagem no tempo, que eu acho que faz as pessoas, de uma certa forma, se olharem pra dentro, pensarem um pouquinho e se emocionarem.

HCNOAR: A Ana, personagem de Denise no filme, é uma pessoa muito espiritualizada, que acredita em mapa astral, sinais, e isso é um assunto cada vez mais recorrente nos dias de hoje. Você acredita nesse tipo de coisa? 

Luiz Villaça:  Acho que é uma coisa que a gente cada vez mais tá se apegando. Em algumas questões de numerologia, mapa astral. Sempre foi da vida, mas cada vez mais vivendo numa cidade grande, corrida, com tantas questões que hoje a gente tá vivendo de política, de desemprego, tudo isso, você fica mais sensível a querer buscar outros caminhos, outras formas de informação, acho legal, acho válido, acho bacana. 

Depois falei com a fofíssima Denise Fraga, que de tão amável, fiquei tranquilo e conseguimos ter um papo incrível.

HCNOAR: Quem é Ana? Nos conte um pouco sobre ela.  

Denise Fraga: A Ana é muito presa a sinais, é quase um sacrifício pra ela, porque tudo significa. Mas eu acho que isso é muito bonito no filme, porque a Ana é uma pessoa atenta, uma pessoa que tá com os canais abertos. Como ela mesmo fala "É que eu tenho mania de querer novidade" e essa mania de insatisfação, essa inquietude, leva ela pra outros lugares. Ela se separa do Fábio, mas aí ele vai morar do outro lado rua e ao se ver de longe, eles conseguem se ver de perto e conseguem ver coisas que não viam quando estavam lado a lado. Eu acho muito bonita essa trança que o Luiz fez com a cidade de São Paulo, essa relação junto com a cidade de São Paulo. Um casamento que tem as suas construções e suas demolições junto com a cidade. E como achar que uma demolição não é o fim? Como saber modelar essa massa móvel que é uma cidade, que não para, que é um casamento? O fato deles se distanciarem, olhar para sua história, a filha saindo de casa; O filme tem vários pontos de identificação muito cotidianos com a vida de todo mundo, e a cidade funciona quase como um terceiro personagem que faz você olhar pra sua própria historia.

HCNOAR: O que você mais ama na cidade de São Paulo?

Denise: Eu ando muito pela cidade. Desde que eu cheguei aqui já andava muito sozinha. Eu adoro andar, caminhar por essa urbanidade toda. Eu acho que a cidade de São Paulo é uma cidade muito rica. Ela pode parecer cinza, caótica, ela é, mas ela é muito rica humanamente. Uma coisa que eu adoro fazer é andar pela Paulista, eu adoro sentar ali na escadaria da Gazeta e ficar vendo aquele teatro humano. Eu não tenho carro, sempre ando de táxi, o que eu mais gosto é abrir a janela e ficar com aquela brisinha vendo São Paulo passar, porque é realmente um show a parte. Eu ando muito pelo centro ali, moro em Higienópolis, eu desço lá pra São João, praquele pedaço ali embaixo do Elevado. Eu acho que você vê coisas incríveis caminhando na rua, eu sempre falo que a gente não pode perder nossa urbanidade como artista, nosso material é a massa humana e a gente tem que estar em contato com ela o tempo inteiro pra poder modela-lá e dizer o que a gente quer.  

HCNOAR: Você teve algum desafio em atuar em um filme que, mesmo com uma pitada de comédia, ainda tem o drama muito presente?

Denise Fraga:  Essa divisão entre comédia e drama tá cada vez mais diluída pra mim. O filme é uma comédia, não deixa de ser, porque ele é construído como tal. As pessoas riem, mas é uma comédia que leva a gente a se emocionar. Sempre que eu consigo fazer uma pessoa rir e deixar ela com lágrimas nos olhos, ou ela tá chorando e da uma gargalhada, eu acho esse terreno muito delicado, muito fértil, um terreno em que a pessoa tá num estado de compreensão muito bom. Porque você ri daquilo que você compreende, você ri pela cabeça, pela inteligência, você se emociona pelo peito. Acho que quando você consegue as duas coisas você tem uma captura completa. Eu adoro quando as pessoas falam "Eu não sabia se era pra rir ou pra chorar".

HCNOAR: No filme, a filha de Ana vai embora e ela fica com saudade, chora. Tem alguma coisa ou alguém de quem você sinta falta?

Denise Fraga: Sinto saudade da minha mãe. Porque eu amo São Paulo, mas minha mãe mora no Rio, sinto saudade da minha família. Isso é realmente a coisa ruim de estar em São Paulo. Eu gostaria que a minha família do Rio morasse aqui também. 

HCNOAR: Existe amor em SP?

Denise Fraga: Ô se existe, como existe amor em São Paulo, porque São Paulo não é isso que a gente vê. São Paulo tem que se descobrir. E aonde você entra em quatro paredes você encontra muito amor.

 

O filme tá incrível!!! Vocês não vão querer perder. A partir do dia 07 de abril - quinta-feira (HOJE), nos cinemas! Ah! Um recadinho extra da Denise: não deixem de ver o filme na primeira semana, porque isso é muito importante, principalmente para o cinema nacional. É a quantidade de ingressos vendidos na primeira semana que pode fazer com que os exibidores mantenham por mais tempo os filmes em cartaz! Vejam o recadinho dela e depois bora ver essa fofura na telona: 

http://deondeeutevejofilme.com.br/

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