Vivendo um grande momento em sua carreira, Fernandinho Beat Box lança seu single, sua linha de produtos. Junto com Mautari, batemos aquele papo com os caras.Se liga!

4. abril 2016 20:10 | Texto por Ricardo Nobrega

Fernandinho Beat Box, conhecido pelo Brasil todo por suas batidas e pelo longo trabalho junto ao rapper Marcelo D2, vive um grande momento em sua carreira. Para celebrar um trabalho de mais de vinte anos, o artista lançou oficialmente no dia 19 de março na festa Sampa nos Trilhos (não conhecia e achei uma festa irada para admiradores da arte urbana em seus diversos aspectos) em grande espaço de eventos ao lado da Universidade Anhembi Morumbi do Bresser e dos trilhos da CPTM em São Paulo., Além do seu single inédito, também lançou uma linha de produtos.O evento contou com shows do próprio Fernandinho, além de Gabriel O Pensador, atrações especiais.

Durante a festa, os presentes conheceram a nova linha de produtos do artista.A linha de produtos, conta com camiseta (Revolucion), boné (New Era) e mochila (Street A). Com muito bom gosto, as peças retratam as influências e a personalidade do Beat Boxer, além das marcas já conhecidas do público. 


HCNOAR:  Está sendo lançado hoje seu novo single, o que podemos esperar dessa composição? Como foi esse processo?

Fernandinho: Na verdade esse foi um processo em conjunto com Renan Saman, que é um cara que eu ensinei a produzir, hoje é um cara que escreve além de produzir muito, e falei pra ele que eu queria fazer uma letra mais dançante, algo mais ousado, passei algumas ideias pra ele, alguns rascunhos, e é isso aí, espero que as pessoas gostem. Algumas pessoas que eu estou mostrando já curtiram, realmente acharam muito ousado, eu tô um pouco nervoso, ainda dá um friozinho na barriga , por que é o respeito que tenho com público.Esses dias fui tocar com KL JAY, e estava andando de um lado pro outro no Sesc, aí ele perguntou pra mim: ¨Cara que loucura é essa? Por que você fica andando de um lado para o outro?¨, falei: ¨Cara é nervosismo¨, ele ainda: ¨Cara você tem quase 30 anos, você ainda tem esse nervoso?¨, falei: ¨Tenho por que isso é respeito com o público, de querer fazer o melhor¨

HCNOAR: Sabemos que o Beat Box veio dos Estados Unidos, como o Beat Box chegou até você pela primeira vez?

Fernandinho: Chegou na verdade através de um filme de gangue de break de Nova York, esse filme eu nunca lembro o nome, mas é uma arte que eu ouvi e me identifiquei, comecei a fazer em casa, as pessoas achavam que eu estava pirando, minha mãe por exemplo. Mas ela foi ganhando corpo, as pessoas foram curtindo por que na verdade, eu devo muito a um DJ chamado Fábio Napolitano, que numa matinê ele teve a ideia de me colocar numa cabine de DJ e a partir dali eu não saí nunca mais. 


HCNOAR: Você faz Beat Box  de diversos tipos desde samba até coisas mais eruditas como MPB, você já cantou com Marisa Monte. Tem uma diferença  de Beat Box para cada ritmo ou a técnica é igual?

Fernandinho: Cada ritmo é um ritmo, acho que você tem que absorver o artista, respeitar o artista, o que ele quer cantar em cima do Beat, por mais que é um Beat meu, mas tem uma frase que é a seguinte: ¨Quem limita ação, não passa informação¨. Então você tem que ter a mente aberta pra você trafegar neste meio, nos outros ritmos, eu me dou super bem com eles e vice versa, tá rolando e eu quero muito mais na verdade. 

Galera com Fernandinho Beat Box e Gabriel Pensador

(antes que nos perguntem porque não entrevistamos o cantor Gabriel Pensador, ele não quis atender a nossa equipe antes do show e não podiamos aguardar para ver a possíbilidade dele ou não de fazer a entrevista depois da apresentação.)


HCNOAR: Hoje vai rolar uma abertura de Beat Box iniciantes que estão vindo depois de você. Você estimula, ensina esse pessoal, eles te procuram? Como funciona?

Fernandinho: Isso é uma responsabilidade muito grande por que eu me preocupo muito com aquilo que eu falo, até mesmo o lance do Beat Box, aquilo é sua postura, é preciso tomar muito cuidado por que tem outras pessoas te olhando, o que pode gerar uma coisa boa ou ruim. E o Beat Box, graças à Deus se tornou um monstro gigante aqui no Brasil. Um cara que eu escutei muito por aqui foi o Dr. Dre, mas hoje eu posso dizer que eu defendo essa bandeira com unhas e dentes, tem uma molecada muito boa aí, na verdade eu não sei o que eles aprontaram, o que eles vão apresentar mas só de estar vendo eles no palco, fazendo show pra mim já me deixa muito feliz. 


HCNOAR: Como é trabalhar com Marcelo D2, cara que com suas músicas atinge todas as culturas, todas as massas, todas as classes sociais, traz o gueto pra televisão, traz o protesto. Como é trabalhar com ele?

Fernandinho: Eu falar do Marcelo é meio suspeito, só tenho elogios á falar da pessoa dele, cara com caráter que não tem pra ninguém, fala o que pensa, cara autêntico, tenho muito a agradecer ele me deu oportunidade de conhecer outros países, outras culturas, é um cara que dá a oportunidade de eu falar o que eu quiser, de fazer o que eu quiser no palco. É isso, falar do Marcelo é só agradecer na verdade, eu sou fã do Marcelo e hoje eu tenho a oportunidade de tocar com ele , é muito prazeroso.

Ainda no evento, batemos outro papo dessa vez com Mautari, que também está no mundo do Beat,confira já!! 


HCNOAR:  Como é levar música aos lugares que não são casas de show?

Mautari: É maravilhoso levar nossa arte pra diversos lugares. Beatbox é muito versátil. Já toquei em asilos, casas de forro, escolas, prefeitura, igreja...lugares diversos. Fico felizão pela soma na diversidade. Quanto maior a abrangência melhor. 

HCNOAR: Você foi inspirado no movimento do Fernandinho, seu objetivo é que as outras pessoas espelhem em você?Qual seu objetivo principal ao apresentar seu Beat?

Mautari: Desde o inicio me esforço pra fazer sempre o melhor possível. Se tornar referencia acredito que seja algo natural. Um bom trabalho sempre vai resultar em uma boa visibilidade Sempre que me apresento penso na energia que a música consegue causar. Tenho a honra de fazer as pessoas dançarem através do meu trabalho. Meu objetivo principal é unir e alegrar as pessoas numa sessão de arte orgânica. Atingindo isso missão cumprida.


HCNOAR: Qualquer pessoa pode aprender a técnica do Beat? Qual dica você pode dar para quem quer aprender ou é iniciante?

Mautari: Eu dou aula particular e em centros culturais. Tenho aluno de 7 anos e tenho aluna de 47 anos. Qualquer pessoa pode aprender beatbox. O importante sempre é o tamanho da motivação. Acreditar com ação da muito resultado. Pra quem ta começando dou a dica de ter bastante referencia. Inicialmente a internet ajuda muito nisso. Ter contato com beatboxers pessoalmente é a maneira mais eficaz de aprender. Estamos organizando alguns encontros por São Paulo... Vamos ajudar nisso. Em resumo: treine, treine e treine. São muitas horas ate ter algo de qualidade. Mas se alguém quiser aula particular pode me chamar ae hahaha. 

Fotos por: Everton Macedo

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