A HateBox fez seu primeiro show em São Paulo, com a produção de Esteban Tavares e André Maini do Strike. Confira o bate-papo que tivemos com a banda.

4. abril 2016 23:02 | Texto por Ricardo Nobrega

A Hatebox fez seu primeiro show de estreia dia 17 de março no Jai Club, em São Paulo, com a presença VIP de Glória, Strike, Esteban, , entre outros. A banda é formada por um fotógrafo/baixista (Lourenço Fabrino) conhecido por "Luringa", vocalista/guitarrista (Gabriel Loyola) e um baterista (Stefano Loscalzo). Eles se juntaram com a intenção de pegar o grunge e o rock, criando um som diferente nessa era underground e mostrar uma verdade pra quem for ouvir. Os meninos não medem esforços para fazerem tudo ficar bem maneiro. Estivemos com presença confirmada nessa estreia de palco, para ouvir as quatro faixas da "DEMO 2015", fazer uma entrevista super bacana com os caras e conhecer o que veio por trás dessa produção.

Senta, que lá vem o blá blá blá!

HCNOAR: Como foi a ideia de formar vocês da HateBox, nesse novo momento do rock que está ressurgindo?

GABRIEL: A banda começou em 2012, comigo e com o Stefano, que é o baterista, e a gente como moleques, nos juntamos para fazer covers de nirvana... e passamos a compor um pouco também. Foi então que sentimos uma ligação nisso, trocamos diversas vezes de baixista até que chegou no Luringa e mudamos o nome, ai deu certo.

STEFANO: Luringa que fez nosso primeiro clipe. Conhecemos ele quando a gente era Bliss, rolou então uma troca de ideia, ele disse que tava afim de voltar a tocar, foi assim que o outro baixista saiu que nos jogamos com ele e mudamos tudo.

HCNOAR: É isso ai Luringa. Você que teve a ideia de reunir todo mundo. O bicho da musica te picou e você desencanou das fotos e disse "agora quero tocar"? Como foi esse recomeço?

LURINGA: Não, não desencanei. Se for assim eu morro de fome rsrs. Continuo fazendo o que gosto, continuo tendo minha vida. A banda já existia e os meninos são bons. Eles são novos, fazem bem o trabalho. Eu que sou velho e tocava a muitos anos atras. Mas, eu estava com saudades de tocar e fazer um barulho.

HCNOAR: E como vai ser o som de vocês? Tem clipe? EP? Quais as novidades?

STEFANO: A gente tem um EP gravado em 2015, no estúdio STEREO Lab do André Maini do Strike, produzido pelo Esteban Tavares, estamos pensando em lançar o clipe logo, uma serie de clipes talvez. Fazer um álbum mais trabalhado no final do ano ou começo do ano que vem por ai. Queremos bater a diferença e mostrar pra galera que isso é de verdade.

HCNOAR: Tavares, o que você vai trazer de novidade nessa produção?

TAVARES: Eles que estão trazendo o novo, que é tocar a musica grunge de 2016, na real eu só ajudei, dei umas ideias a pensar em arranjos de guitarras, mas muito pouco... O que eu acho legal que a moda é cilíndrica e realmente as coisas voltam a acontecer. Mas, claro que não é grunge 92, já se ouviu muita coisa nesse meio tempo, e eles adicionaram isso na musica deles, o que eu mais apoio é nisso e a idade dos caras também. E eu que gosto de grunge acho eles bem mais legais que varias outras bandas grunges que eu curto. 

HCNOAR: A gente escuta muito por ai que o rock ressurge quando o país ta em crise, vocês concordam com isso? 

TAVARES: Eu concordo, mas na verdade não sei se o rock ressurge como um estilo musical ou uma atitude, mas as bandas de rock melhoram financeiramente. Tem mais shows, porque todo dia tem uma banda inglesa tocando em SP, aliás, não sou contra isso, sou totalmente a favor, mas isso tira muito espaço da banda brasileira. Por isso, não sei se o rock ressurge como atitude, mas que as bandas tem muito mais espaço elas tem. Eu sei que é horrível falar "É melhor pra gente na crise". O Brasil se mostrou assim. Quando as grandes bandas no Brasil tocaram em estadio, era porque o país tava em uma merda financeira. Porém, quem gosta de rock curte se é rico, se é pobre, se é americano ou brasileiro.

HCNOAR: Tem um cenário muito forte do independente, não ligando muito para as gravadoras, e se fazendo por si só, até pelo modelo sertanejo que tem escritório próprio pra se fazer. O que você acha disso? 

TAVARES: Acho maravilhoso que as pessoas caguem pra gravadora. Já estive em gravadoras, já fui e já voltei. Assinei contrato e sai, no final das contas, você fazia um disco pra ter que comprar ele à 11$ do teu próprio disco. Foi a unica coisa que a gravadora fez por mim. Tocou música na rádio? Sim! Tiraram muito dinheiro em cima de mim, óbvio que a música iria tocar na rádio. Mas, não sei se a gravadora hoje em dia salva alguém. Gravadora hoje  diminuiu. Está quebrada, acabada, falida, pegando dinheiro de cache de banda. De onde já se viu isso? Essa é minha opinião pra deixar bem claro.

LURINGA: Concordo, hoje o mundo é muito independente, tem internet e varias plataformas. Gravadora é pra tirar dinheiro da gente.

STEFANO: Nós achamos incrível a facilidade da pesquisa, e encontramos o que a gente ta publicando e ta divulgando, isso que ta ajudando a a banda com tudo. Essa parte de ser independente e ter a liberdade de fazer o que queremos na internet, é bem mais facíl e muito melhor.

Os caras são fera e mandam muito. Para saber mais, acessem a pagina deles no Facebook, "HateBox". Nós ficamos por aqui e você não deixe de ver outras matérias incríveis e exclusivas aqui pelo site da HCNOAR. 

Fotos cedidas por: Gustavo Vara / Produção e colaboração: Letícia Gois

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