Crítica 1: Batman Vs Superman é corajoso em suas escolhas e faz com que os fãs das HQs se emocionem no cinema.

23. março 2016 19:59 | Texto por Joao Felipe Marques

Durante uma tarde chuvosa qualquer de muitos anos atrás, eu estava sem um livro novo do Harry Potter para ler e avistei um exemplar de uma HQ especial do Flash que havia ganhado como brinde ainda mais tempo atrás. A HQ trazia um arco chamado por aqui de “Futuro Relâmpago”, e como eu gostava de ver aqueles super-heróis na televisão e por aí nos brinquedos, resolvi tentar a leitura.

Por que eu estou contando isso? Bem, depois de 3 anos de espera, o filme que traz a prometida gênese da Liga da Justiça, o maior grupo de super heróis da história, está entre nós e ele se chama Batman Vs Superman: A Origem da Justiça. (Eu nem preciso dizer que assistir a esse filme foi uma experiência maravilhosa para o meu eu de 12 anos). É um filme que provavelmente irá dividir alguns críticos e fãs, com debates que podem se estender por mais algumas rodadas desse jogo de Hollywood, mas não tem como negar que é filme feito para quem ama quadrinhos.

Voltando a HQ especial do Flash, eu me lembro bem de começar a ler a história e perceber que parecia bem mais complexa e megalomaníaca do que os desenhos e joguinhos por aí. Tentem imaginar então, o que é ler uma HQ do Flash que continha SEIS velocistas do universo da DC Comics! (Não é zueira: Wally West, Barry Allen, Jesse Quick, Jay Garrick que ainda era chamado de Joel Ciclone, Impulso e Max Mercúrio, todos estão presentes na HQ).  E eles vão, voltam, saltam, congelam, e dançam a macarena em cima do Tempo-espaço como eu não sabia que já era de costume.

Eu logo descobri que essa HQ não era tão incomum assim no mundo dos quadrinhos, e que as histórias que eu poderia encontrar por lá poderiam ser bem interessantes. Eu aceitei a viagem, e hoje, depois de tantos anos, eu posso assistir aos meus heróis da infância se reunirem numa tela gigantesca com uma expressiva trilha sonora do Hans Zimmer tocando no fundo. Hoje é um dia bom, com certeza.

Batman Vs Superman prometeu coisa pra caramba, assustou muita gente e ainda carregou o peso de escancarar as portas para o universo cinematográfico da DC comics. O filme trouxe um Batman interpretado com maestria por Ben Affleck, que o tempo inteiro me lembrou muito o Batman dos jogos Arkham e isso fez com que o personagem se aproximasse ainda mais das HQs que os fãs mais adoram e idolatram.

O Superman de Henry Cavill ainda possui alguns problemas conceituais de personagem trazidos de Man Of Steel, mas aqui eles são suavizados principalmente pela posição em que o personagem é colocado e a maneira como ele precisa lidar com os coadjuvantes de seu arco na história. Arco este que inclusive é simples, em benefício de um melhor ritmo (um dos tópicos que com certeza dividirá críticos). Assim como o Super pode se distorcer da imagem consagrada do personagem, o Batman também está violento ao gosto de Frank Miller ( um dos tópicos que com certeza dividirá os FÃS).

Posso dizer com certeza absoluta também, que a trindade está linda na tela, e segue muito bem representada agora também por Gal Gadot, que irá deixar os fãs eternamente clamantes pela mulher-maravilha no cinema, mais do que satisfeitos e orgulhosos. O Lex Luthor de Jesse Eisenberg também está dividindo opiniões por aí, e eu admito que adorei o personagem. Quero ver mais dele. 

Mas este um filme díficil de se revisar, especialmente com uma única sessão. Pode ser que meus olhares críticos estejam embaçados pelo poder de nostalgia que este marco do cinema de HQs possui sobre mim, mas ainda assim eu me proponho a defender que se Zack Snyder tiver que pagar pecados com a imprensa especializada de Hollywood, será por que o cara quis fazer um filme sobre os heróis da infância dele. Do jeito que foi na infância dele, e de todos nós, fãs.

E esses heróis não são simples, muito menos suas histórias. A missão do diretor e roteirista (beneficiado pelo auxílio de Chris Terrio) fica evidente quando a melhor cena pós créditos da história está no meio do filme. E ela tem tudo a ver com aquelas antigas HQs de sempre. 

Dai pra frente, o filme traz tantas, mas tantas referências e passagens diretas das HQs da DC Comics que enquanto assistia, eu mesmo me perguntei como diabos esse filme seria aceito pelo grande público que não passou horas, dias, semanas pesquisando, lendo e consumindo esse universo. Estamos observando algo bem interessante rolar este ano, com a DC propondo um tipo diferente de cinema, que não precisa te explicar muita coisa.

Isso faz o filme falhar? Talvez aos olhos mais técnicos, quem sabe os meus daqui alguns anos, mas pelo menos por enquanto, eu acho importante lembrar que estamos vivendo uma era maravilhosa nos cinemas para qualquer fã de HQs. A liga da Justiça vem aí, e eu mal posso esperar para ver meus heróis juntos novamente, dessa vez em carne e osso nessa maravilhosa tela gigantesca. Que venham os próximos! 

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