Crítica: O Regresso traz uma experiência diferente aos cinemas, com DiCaprio em papel de extremo sofrimento!

21. janeiro 2016 14:10 | Texto por Joao Felipe Marques

Após meses de espera, muito divulgação e ansiedade em massa, finalmente podemos conferir a promessa de Leonardo DiCaprio para o Oscar 2016 “O Regresso”. A HCNOAR assistiu a esta mais nova obra de Alejandro Gonzalez Iñarritu e podemos dizer com segurança que você não irá se arrepender da ida ao cinema.

O filme é baseado parcialmente em fatos reais, descritos no romance de Michael Plunke. Narrando a trajetória de Hugo Glass (DiCaprio), quando este é traído por sua companhia após sair gravamente ferido de um embate com um urso-pardo (coisa leve). Como se já não fosse suficiente, Glass é deixado para morrer na neve por Jhon Fitzgerald (Tom Hardy) mas, como se por fruto de um milagre, Glass se ergue novamente, em busca de vingança.

É interessante notar o elemento de superação do ser humano tratado no filme. A maneira simplista como o protagonista é construído reforça ainda mais os aspectos do tema de vingança proposto. Ainda assim, a maneira como somos apresentados ao passado de Hugo Glass, bem como à outros aspectos de personagens coadjuvantes é feita de maneira extremamente orgânica e natural, resultando em um engajamento do público também, orgânico e natural.

DiCaprio está ótimo. As pessoas querem vê-lo na tela em papéis diferentes, excêntricos e querem vê-lo levantar a estatueta do Oscar, pois bem: aqui está. Pessoalmente, continuo muito mais admirado pela atuação de DiCaprio em “O Lobo de Wall Street”, e para mim, era lá que o Oscar deveria ter sido entregue. Porém, como não sou membro da Academia e tudo que podemos fazer é torcer, podem ir ao cinema e então provavelmente concordarão comigo quando digo que a única coisa que Leonardo DiCaprio não fez neste filme para ser consagrado com um Oscar, foi pedir diretamente. ( Mas o último take do filme chegou perto). Leo sofre, Leo chora, grita, contempla seus pensamentos em meio a neve… e entrega uma performance extremamente focada.

Agora, se precisássemos escolher apenas um mérito a ser reconhecido nesta bem construída obra, seria a fotografia proposta e impecavelmente executada. “O Regresso” é um daqueles filmes que você precisa ir ao cinema para assistir, pela experiência de imersão que ele oferece ao entregar quadros magníficos e extremamente bem retratados, em meio a narrativa. Em momentos, as paisagens tomavam o lugar da história e marcavam passagens de maneira quase que explícita. Tudo muito “artístico”, do jeito que os jovens artistas gostam de ver.

O cenário escolhido para compor estes quadros que tanto elogio não pode ficar atrás. Parte do mérito de Leonardo DiCaprio (bem como todo o elenco) está na dífícil condição em que a atuação deve ser entregue. Mas é claro que um plano aéreo de uma vasta colina de neve, e Leo andando calmamente ali no meio, é muito bonito de se assistir. Ponto para a produção do filme novamente, que também se mantém eficiente quando o assunto são os efeitos especiais. Já adianto que os primeiros minutos do filme são um deleite para os olhos, uma sequência que da vontade de re-assistir de novo e de novo, reparando em novos detalhes.

O Diretor do filme, Alejandro Iñarritu, volta para o tapete vermelho este ano como atual vencedor. “Birdman” lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no ano passado, e este ano ele está de volta para tentar a dobradinha, e ainda traz DiCaprio embaixo do braço para fazer barulho. Com certeza será uma cerimônia muito interessante, e imagino que este filme se mantenha como o favorito das premiações até o dia do esperado Oscar 2016. “O Regresso” pode ser um filme longo e de diálogos pausados, mas é com certeza uma ótima “experiência” assisti-lo. 

"O Regresso" estréia no Brasil no dia 4 de fevereiro de 2016.

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