Scracho e Mahalo batem papo conosco em domingueira da fusão entre rock e reggae no ABC. Confiram!

1. maio 2015 01:35 | Texto por Pietro Silva

Nas maioria das vezes o domingo é um dia tão chato né? Fala sério, nada de bom na televisão, todos os amigos com preguiça de sair, nenhuma atividade bacana pra fazer, sei lá, parece que uma nuvem de chatice paira, e nós só ficamos no tédio e no twitter o dia inteiro. Maaas, como jovens que somos, sempre encontramos uma solução, e pra quem esteve em Santo André esse fim de semana, não foi difícil. Nada difícil. O ponto de encontro foi o Clube Atlético Aramaçan, e quem levou o dia foi o reggae, isso mesmo, Forfun, Scracho e Mahalo fizeram a domigueira (com realização da UP EVENTOS ABC) dos mais de 2000 paulistas e pessoas de outras regiões do país, muito especial e com muita harmonia (Teve Garage 18 também botando o rock na cena), e nós, não ficamos de fora, fomos até lá, conferimos todos os shows e conversamos com Scracho e Mahalo (Forfun ultimamente prefere não conversar com a imprensa nos shows) sobre alguns assuntos bacanas e descontraídos.

Forfun, agita o público que lotou o Aramaçam.

Antes de qualquer coisa, tenho que contar pra vocês que a energia no Aramaçan estava maravilhosa do começo ao fim, do rock do Garage 18 até os queridos do Forfun a galera não parou. Cantaram, vibraram, e compartilharam muita alegria. Eu pude sentir isso lá do público, e também do camarim dos artistas, inclusive perguntei para as as bandas como foi tocar para um público tão enérgico. Os caras da Mahalo disseram: "Bom, pra nós é uma satisfação, principalmente pelo fato da gente ter sido escolhido pra tocar aqui por esse público, a gente é muito grato por isso, e po, é sempre uma satisfação né cara: São Paulo, São Caetano, São Sebastião, toda a região aí, a gente gosta pra caramba de tocar e é muito grato. Muito obrigado!"

E pra galera do Scracho eu ainda perguntei como era tocar com bandas do mesmo estilo e se isso influenciava muito na vibe da galera, o Caio me disse: "Cara, assim, pra começar, é muito maneiro, a gente é muito amigo da galera do Forfun, a gente faz alguns shows com eles quando dá sorte assim da galera estar disposta a fazer isso, pq é sempre muito legal entendeu. Sempre que rola funciona muito bem, o público responde muito bem, então assim, é um show que a gente se diverte, o camarim é divertido, o show é divertido, a galera interage sabe, é muito divertido e nós gostamos muito quando acontece."

Banda Mahalo

E como eu disse pra vocês, a vibe tava muito boa, envolvendo muita paz e amor, inclusive as bandas comentaram no palco que o amor é o sentimento que pode mudar o mundo, e todos nós sabemos que o reggae é puro amor, então perguntei pra eles se não seria o reggae a solução para os nossos problemas. Os caras do Mahalo responderam assim: "Óh que pergunta profunda. Eu acredito que sim, não exatamente a solução, mas um passo a mais ali né, o que eu acho é que tem estilos musicais que não estão ajudando muito e estão atrasando um pouco essa evolução que a humanidade tá precisando, e não é papo pra ser bonitinho, porque todo mundo sabe disso, é só você ligar o jornal , é só você ver vulcão entrando em erupção, parece que não cara, mas tudo isso que a gente ta fazendo pro planeta, influencia de alguma forma em tudo o que acontece com nós. Então assim, o estilo musical  realmente pode mudar e ajudar muito, eu acho que a música é uma grande responsável em ajudar as pessoas, e a nossa proposta é essa, só depende muito das pessoas aceitarem o bem e alimentarem essa ideia."

Pelo Scracho, o Diego deu a melhor resposta de toda a entrevista: "Claro, com certeza. o Bob Marley já contribuiu muito com essa mensagem. E pode ser que sim cara, eu votaria em algum cantor de reggae pra presidente do mundo, eu votaria." (HAHAHAHAHAHA, muito bom), já a Dedé definiu bem o poder do reggae:"Olha, é difícil colocar, coitado do reggae né, é uma responsabilidade bem grande, mas com certeza eu acho que ele pode contribuir, geralmente tem muitos cantores de reggae que estão associados a mensagens que de fato acho que podem fazer muita diferença, e mensagens simples de entender, assim como diz o próprio natiruts: "frases estranhas pra dizer mensagens simples de entender" e "eu mando um alô pra você que acreditou que podia ser mais feliz vendo o outro ser feliz", acho que o reggae tem muito disso, e nisso eu acredito muito, isso eu acredito que pode mudar o mundo, o verdadeiro olhar pro próximo e desejar pra ele algo tão bom quanto você deseja pra si mesmo." E o Caio foi além: "Eu acho que a arte pode mudar o mundo, a arte tem influência muito grande sobre pessoas que estão criando seu próprio conceito sobre a vida, e eu acho que assim, todos os artistas deveriam se engajar em querer fazer do mundo um planeta melhor, se todos nos uníssemos, esse sentimento de paz e amor ficaria muito maior."

E vocês, acham que o reggae tem esse poder?

Diego da Scracho no paloco do Aramaçam no domingo passado.

Mais um ponto citado no palco foi a cena nacional, infelizmente muitas pessoas ainda não perceberam a qualidade musical que existe no nosso país, e eu perguntei pra eles: O que falta pro brasileiro entender que no Brasil existe muita coisa boa? 

Os caras do Mahalo protestaram: "Falta a gente começar a dar mais valor para as bandas que estão começando, porque estamos num país onde a gente vive com muito pouco incentivo, é muito difícil fazer show, marcar show, os show nacionais custam quase o mesmo que banda gringa, é tudo muito caro, então eu acho que agente tem que começar a valorizar e a viabilizar a forma dessas novas bandas que estão vindo aí no cenário, e apresentar um incentivo, principalmente do estado. E também tem que existir mais cumplicidade entre as bandas, às vezes é o ego de algumas bandas que acaba atrapalhando outras e eu acho que tinha que se formar um cenário só, po, tamo todo mundo no mesmo barco independente do escalão, a gente luta por um propósito, a gente gosta de fazer uma mesma parada."

E a galera do Scracho foi direta: "Educação! Porque eu acho que falta no brasileiro a capacidade de ouvir coisas mais elaboradas e se identificar com isso, e entender isso. Sem falar de estilos, mas essas músicas com onomatopeias, desde os anos 90, é o que faz sucesso no brasil muito porque os brasileiros não tem capacidade de ouvir uma coisa um pouco mais rebuscada e se identificar com isso, porque faz parte da vida das pessoas, do vocabulário delas, então eu acho que falta educação."

Danilinho do Forfun

Pra finalizar, eu brinquei com eles, perguntando se para um domingo como esse, a fumaça seria essencial... Depois de muitas risadas os caras do Mahalo responderam: "Óh, a neblina é essencial pra gente não tomar esse sol forte, o sol machuca muito a pele, então é bom sempre ter uma "neblininha" pra ajudar a gente a aguentar o dia-a-dia, e o resto esqueci." 

E a galera do Scracho foi bem política e direta, mas de uma maneira humana... o Diego disse: "Não, não acho que seja essencial, cada um sabe o que lhe faz bem, o que lhe convém, só acho que assim, essa hipocrisia de proibir é desnecessária." O Caio acrescentou: "Eu acho que qualquer radicalismo não é necessário, justamente o que faz as coisas serem melhores são a consciência e o equilíbrio  das coisas, e o radicalismo do não e do sim  pra qualquer lado, independente de qual seja, não faz muito sentido." e a Dedé finalizou: "É isso aí, são escolhas pessoais, cada um sabe o que é essencial pra si mesmo pra ser feliz" (Linda como sempre!)

Débora, a diva da banda Scracho

E assim terminou meu domingo no Aramaçan, foi um dia muito especial, de muita paz, amor e alegria, e com bate papos muito divertidos. Agora quero que vocês também me digam o que acharam, coloquem suas opiniões lá no facebook.com/hcnoar, e se vocês estiveram presentem, compartilhem conosco seus sentimentos. Tem mais fotos por lá também!

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